Destaques Linha 6

Consórcio da Linha 6-Laranja deve trocar de mãos

Bancos BTG e Santander buscam comprador para o consórcio Move São Paulo, que suspendeu os trabalhos desde setembro do ano passado

O primeiro tatuzão da Linha 6 é apresentado na China

Tatuzão da Linha 6: possível troca de sócios à vista

Demorou mas enfim o consórcio Move São Paulo deve passar para outras empresas. Responsável pela obra da Linha 6-Laranja, a primeira PPP plena do setor, o consórcio suspendeu as obras desde o dia 5 de setembro do ano passado. A razão é que parte de seus sócios está envolvida na operação Lava Jato (Odebrecht e Queiróz Galvão) e por isso não pode mais obter financiamento a juros baixos do BNDES.

Sem dinheiro, a Move São Paulo parou a obra e o governo do estado passou meses sem tomar uma atitude prevista no contrato, preferindo tentar ajudar a empresa a encontrar uma saída. Agora, os bancos BTG e Santander estão à procura de interessados em adquirir o direito de construir e operar a Linha 6 do Metrô de São Paulo, como informa a Coluna do Broad, do Estadão. Precisando fazer caixa após perder vários negócios e ver sua receita cair drasticamente, a Odebrecht agora corre para se livrar de ativos.

Com o aprofundamento das investigações da Lava Jato ficou claro que os atuais sócios seriam um obstáculo para a retomada das obras. O grupo que assumir a Linha 6 terá pela frente cerca de cinco anos de obras para colocar em operação uma linha com 15 km de extensão e previsão de atender mais de 600 mil passageiros por dia. O ramal liga a região da Brasilândia a São Joaquim, passando por várias outras linhas como a 7 e 8 da CPTM, 4 da ViaQuatro e 1 do Metrô.

A previsão até antes da interrupção era de que ficasse pronta em 2021. No momento, alguns canteiros estão até num estágio avançado, como o VSE Tietê, onde os dois tatuzões que escavarão os túneis encontram-se desmontados. A maior parte das desapropriações, principal problema da linha até então, já está resolvida.

About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

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