Destaques Linha 6

Estrangeiros demonstram interesse pela Linha 6-Laranja do Metrô

Consórcio Move São Paulo, responsável pela linha, tem até 15 de junho para obter empréstimo sob risco de perder a concessão

Canteiro da Linha 6-Laranja: governo do estado já pensa em repassar obra para outro grupo (Constran)

Paradas desde setembro do ano passado, as obras da Linha 6-Laranja seguem com a situação indefinida, mas há alguns caminhos se desenham para um futuro breve. Segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo, o governo do estado espera até o dia 15 de junho para saber se o atual consórcio responsável pelo projeto, o Move São Paulo, irá obter ou não um empréstimo de R$ 5,5 bilhões do BNDES necessário para tocar a obra.

Com vários de sócios envolvidos na operação Lava-Jato (Odebrecht, Queiróz Galvão e UTC), o consórcio não consegue crédito no mercado e aguarda uma definição na Justiça para poder voltar a pleitear financiamento do governo. Ao mesmo tempo, ele tem sondado o mercado em busca de compradores da sua parte, como revelado recentemente.

A informação foi confirmada à Folha pelo secretário Clodoaldo Pelissioni que disse ter recebido “grupos espanhóis, italianos, franceses e chineses” interessados na Linha 6. Ele ainda espera que a situação seja resolvida e que a Move São Paulo retome as obras a partir do segundo semestre, porém, admite que a linha possa ser relicitada caso não haja nenhum tipo de acordo.

Esse cenário é, de longe, o pior para todos. Além de atrasar ainda mais a obra (que era prevista para 2021), um rompimento acabará na Justiça com pedidos de indenizações de ambas as partes – os dois lado já investiram bastante no projeto, como nas desapropriações, escavações e compra de dois tatuzões que farão os 15 km de túneis.

Obra-modelo

A Linha 6-Laranja deveria ter se transformado no projeto modelo da atual gestão Alckmin. Primeira PPP (parceria público-privada) integral na área de transporte ferroviário, o ramal deveria ter um ritmo de construção bem mais veloz, com possibilidade de entrega parcial já em 2018, mas na prática o que se viu foram vários problemas semelhantes ao de obras públicas tradicionais. As desapropriações demoraram demais para serem resolvidas, os projetos foram refeitos porque a Move optou por construir estações mais simples que as pensadas pelo Metrô e as obras foram em parte assumidas por construtoras terceirizadas pela Move, mesmo sendo ela formada por três nomes de peso no setor.

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Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

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