Destaques Linha 6

Grupo espanhol Cintra-Ferrovial pode assumir a Linha 6-Laranja

Segundo governo do estado, consórcio Move São Paulo tem que retomar as obras da linha até o final de julho ou contrato será rescindido

Região da Freguesia do Ó tem solo rochoso

Poço da futura estação Freguesia do Ó da Linha 6

Pelo que se viu até agora, as obras da Linha 6-Laranja, que estão paradas há exatos 10 meses, devem ganhar um novo sócio privado na PPP lançada pelo governo do estado. Depois de ver mais um prazo se esgotar sem que o consórcio Move São Paulo retomasse os trabalhos, a Secretaria de Transportes Metropolitanos admitiu que rescindirá o contrato caso a empresa não retome as obras até o final de julho.

É mais um prazo dado pelo governo para que a Move São Paulo encontre uma forma de financiar a obra, que compreende uma linha de mais de 15 km de extensão e 15 estações entre os bairros de São Joaquim e Brasilândia, no noroeste da cidade. No entanto, desta vez soou como um últimato: ou a empresa retorna ao trabalho ou seus sócios vendem sua participação para grupos que não têm restrição para empréstimos com o BNDES.

Nesse cenário, surgiu o grupo espanhol Cintra-Ferrovial, um dos maiores do setor e que opera de estradas a aeroportos. O secretário Clodoaldo Pelissioni revelou à imprensa que está sendo costurada uma negociação com as três empreiteiras sócias da Move (Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC) para que a Ferrovial assuma a operação e construção da linha 6.

A entrada de um novo sócio é uma saída mais “harmoniosa” para o problema já que, caso haja a rescisão, será preciso refazer a licitação e calcular o que foi entregue e pago até agora. O governo, no entanto, insiste em manter o prazo de entrega para 2021, algo pouco provável na atual situação.

 

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Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

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