Com Linha 26-Ametista, CPTM planeja anel ferroviário em São Paulo

Ramal será o ‘arco norte’ do projeto de 157 km de trilhos em estudo pela empresa estatal

Linha 26-Ametista surge em apresentação da CPTM
Linha 26-Ametista surge em apresentação da CPTM (Reprodução)

A malha metroferroviária de São Paulo teve a adição de mais um nome, a Linha 26-Ametista, projeto em estudo pela CPTM e que foi revelado nesta sexta-feira, 19, durante apresentação na 31ª Semana Metroferroviária, organizada pela Associação de Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP).

O novo ramal, também referido como “Arco Norte”, no entanto, é mais do que isso. Trata-se de parte do Anel Metropolitano, um projeto que engloba quatro partes, incluindo as linhas 24-Quartzo (Arco Oeste), 25-Topázio (Arco Sul) e Arco Oeste – este uma incógnita já que o traçado lembra a Linha 14-Ônix, de VLT.

Juntas, essas linhas formarão uma rede com 157 km de extensão e pelo menos 71 novas estações – o Arco Oeste não teve detalhes divulgados além da extensão.

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O Arco terá uma demanda expressiva de 3,2 milhões de passageiros, ou um número similar ao das quatro linhas operadas pelo Metrô de São Paulo.

Mas mais importante do que isso, ele atenderá cinco municípios que hoje estão fora da rede sobre trilhos: Santana do Parnaíba, Embu das Artes, Taboão da Serra, Diadema e São Bernardo do Campo.

Destes, dois no entanto já tem projetos em andamento, a extensão da Linha 4-Amarela (Taboão) e a Linha 20-Rosa (São Bernardo).

O horizonte do estudo é 2040, quando se imagina que tal empreendimento poderia ser concluído. Ele terá interoperabilidade total e no mínimo três vias, explicou a CPTM.

Os dados preliminares da Linha 26-Ametista (Reprodução)

Veja dados da Linha 26-Ametista

O novo ramal partirá da estação Sanazar, na região oeste, onde terá conexão com a Linha 24. O trajeto então segue para o nordeste, cruzando com a Linha 8 e 9 em Presidente Altino, com a Linha 7 em Pirituba, Linha 6 em Maristela, a partir daí seguindo para o leste.

A Linha 26 terá então uma ligação com a Linha 1-Azul em Tucuruvi e em Vila Sabrina com a Linha 19-Celeste. O percurso aponta para o sul e então para leste para encontrar as linhas 2-Verde, 12-Safira e 13-Jade em Gabriela Mistral, terminando em Jardim Imperador, que sugere-se ser a estação Imperador da Linha 14.

Os dados preliminares indicam uma extensão de 41 km, 23 estações e demanda diária de 790 mil pessoas. O intervalo seria de 3 minutos, baixo para os padrões da companhia.

Até onde o site pode saber, a apresentação não explica qual tipo de modal será usado, se trem metropolitano, VLT ou outro tipo de tecnologia. No entanto, baseado na demanda, acredita-se que a hipótese de um trem convencional é mais provável.

 

12 Comentários
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Rafael H
Rafael H
8 meses atrás

Acho curioso que todos estudos de demanda prévios (PITU2040, CPTM) indicam que a Linha 14 tem demanda para ser uma linha de trilhos; o planejamento regional (arco metropolitano) espera uma demanda de trilhos; o próprio lote de concessão (que deveria privilegiar interoperabilidade) inclui uma linha de trilhos (Linha 10). Mas aí, baseado em um estudo obscuro com metodologia oculta, falam que a Linha 14 vai ser VLT… Não consigo entender.

Marco
Marco
8 meses atrás
Responder para  Rafael H

Isso é um problema de nomenclatura que ocorreu aqui no Brasil.

O que você chama de “VLT” é um bonde moderno igual do Rio, certo? O nome desse tipo de trem é Tram.

Mas foi erroneamente popularizado por aqui como VLT, que esse sim por sua vez é trem leve, o Light Rail.

Até onde eu sei, o Light Rail são os trens do “VLT” de Fortaleza.

O VLT de verdade é basicamente um monotrilho em tamanho e capacidade, porém em trilhos normais.

Não é a mesma coisa que um trem pesado (heavy rail), mas tem suas qualidades em linhas de média ocupação.

Fábio Marcello
Fábio Marcello
8 meses atrás
Responder para  Marco

Tudo bem as pessoas comuns confundirem os termos. Mas quem fez o projeto não sabe disso?

kiritsu
kiritsu
8 meses atrás
Responder para  Marco

Na vdd oq vc chama de tram tbm é vlt, são todos trens, mas as pessoas associaram o vlt somente ao q roda em vias compartilhadas pela cidade,as essencialmente é tudo igual, é um trem de capacidade menor só, mas ambos com as mesmas tecnologias de um trem

Lucas
Lucas
8 meses atrás

O trajeto é bem similar ao que as Linhas 21 e 23 do Metrô farão num futuro distante. Faltou comunicação.

Cleber Matheus
Cleber Matheus
8 meses atrás
Responder para  Lucas

Vai ser bom para distribuir demanda, já que até as 3 linhas serem construídas a RMSP já vai ter mudado bastante.

Marco
Marco
8 meses atrás

Apesar de ser muito bom ter novos estudos para novas linhas, existe uma fila já e na minha opinião as linhas circulares estão no final dela.

Temos já as 3 principais novas linhas do Metrô da década de 2030 (Celeste, Rosa e Violeta).

Eu diria que prioridades APÓS são:

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*A linha 22 pra Cotia.

*Um retorno da Linha 18 para o ABC (mesmo não sendo mais monotrilho, porém no mesmo traçado).

*Os projetos esquecidos das linhas 16 (o antigo) em Cachoeirinha/Casa Verde indo ao centro) e a Linha 21, que ligaria o Brás a São Miguel pelo eixo da Av Celso Garcia.

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Tem ainda que tirar os 4 TICS do papel, se bem que tecnicamente não deveria ter concorrência por verba aqui já que não é o mesmo tipo de missão.

E finalmente, a extensão das próprias linhas já atuais, que dependendo do tamanho da expansão, é praticamente uma linha nova em custos de implantação.

Uso de exemplos a Linha 2, que irá de 14 para 28 estações e a Linha 19 que está contratando a construção de 15 estações, porém serão necessárias construir mais 11 estações no futuro pra ela estar completa.

Esse 2040 tá mais pra 2080, com otimismo.

Marcos
Marcos
8 meses atrás
Responder para  Marco

O retorno da linha 18-Bronze não vai acontecer. Podem até fazer um projeto usando essa nomenclatura, e a linha passar por SBC, por puro simbolismo; mas, não adianta mais bater nessa tecla, de refazerem a linha, com o traçado previsto. Aliás, um bom começo seria essa “nova linha 18” sair do Jabaquara e ir, numa primeira fase, até Diadema, sobrepondo o atual traçado do trólebus nesta região, para, em seguida, ir até o Centro de São Bernardo.

tom
tom
8 meses atrás

Se fez [CPTM] estudo e apresentou ou …
1) ou realmente vai acontecer (espero menos tempo que 2040/2050)
2) ou é pré campanha eleitoral (que dificilmente vai sair)

kiritsu
kiritsu
8 meses atrás
Responder para  tom

O metrô de sp começou a aee estudado na década de 30, somente 4 décadas depois saiu do papel de fato, toda linha é estudada mto antes sequer de se fazer necessário construí-la, n é nenhuma surpresa isso, com mais linhas saindo do papel novas entram em estudo

Tômas
Tômas
8 meses atrás

Eu acho que todo estudo é validado, e deveria ser executado menos tempo.
SP precisa muito de mobilidade metrô ferroviária, com VLT, Tram, Aeromóvel, bonde moderno, metrô leve, metrô de superfície, a nomenclatura que for de estudiosos e leigos , mas que seja executado , independente se já tem 3 linhas ou 4 sendo construídas , e inúmeras extensões sendo planejadas, não haverá colapsos, mais haverá emprego, renda, negócios, geração de rendas, e giro de economias municipais , estaduais, até federal.
P.ex. construir a linha 19, atrapalha construir a linha 20 , e linha 14? , eu penso que não (opinião pessoal) .. então Ametista , não atrapalha pra que esperar até 2040?2050?

Felipd
Felipd
8 meses atrás

Vai colocar trilho aonde no São Domingos?
Deveriam pelo menos ver a região antes de apresentar esses projetos ilusórios