Acesso e prédio técnico da estação Água Branca ganham forma

Parada da Linha 6-Laranja será ponto de ligação com a Linha 7-Rubi a partir de 2026, mas baldeação ainda é um mistério

Cobertura do acesso da estação Água Branca
Cobertura do acesso da estação Água Branca (Metrô CPTM)

Com mais de 82% das obras concluídas, a estação Água Branca da nova Linha 6-Laranja já vai se dirigindo à reta final na superfície, como mostram imagens do MetrôCPTM recentes.

O edifício técnico, que reúne os equipamantos da estação da Linha Uni e a cobertura do acesso já podem ser vistos a partir da rua, na Avenida Santa Marina e permitem ter uma ideia de como ficará o espaço em cerca de um ano, uma vez que a entrega é esperada para outubro de 2026.

O local por onde os passageiros devem acessar o metrô tem a estrutura principal do teto posicionada, e em breve os acabamentos nas laterais devem ter início, porém, a forma como ela será conectada à estação de trens atualmente da CPTM ainda é pouco claro.

Isso porque, apesar do anúncio de construção de uma nova Água Branca para linhas de trem, ela não estará pronta antes da abertura da linha de metrô, necessitando a criação de uma integração em local e forma a definir.

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Até o momento, não se sabe como a transferência entre linha 6 e 7 ocorrerá, ou por subsolo, ou no nível da rua, e ou até por passarela.

Já o edifício tecnico contará com ao menos cinco andares levando em conta o pavimento da rua, podendo abrigar diferentes setores e ter finalidade de uso variada, de acordo com as ncessidades da concessionária.

Prédio técnica da estação Água Branca
Prédio técnica da estação Água Branca (Metrô CPTM)

Integração com os trens ainda incerta

Semanas atrás em entrevista com a mídia especializada em mobilidade, o diretor presidente da TIC Trens, Pedro Moro, destacou que a concessionária tem se reunido com a Linha Uni e a ARTESP (agência que controla as concessões) para discutir a questão da integração.

O executivo pontuou ser fisicamente dificil a integração no local em razão dos trens que partirão de Palmeiras-Barra Funda chegarem com cerca de 90% da capacidade, complicando eventual embarque em ambos os sentidos.

Além disso, é esperada a definição quanto a operação na abertura da Linha 6-Laranja, como horários de atendimento e mesmo o percurso disponível.

”A gente está conversando com a ARTESP nesse sentido, para ver qual é a solução para atender a chegada da Linha 6 ali [em Água Branca]. É uma dificuldade, hoje, fisicamente já é difícil porque ela tem muita pressão de integrar fisicamente aquela plataforma da Água Branca, que não tem capacidade de atender cerca de 20% de um trem que para ali. O trem já chega cheio quase que na sua capacidade total após Barra Funda”, disse Moro.

“A Linha Uni está fazendo alguns estudos, confirmando também como a previsão de inauguração é de parte da linha e também como vai se comportar a demanda, quanto tempo se vai ser a operação assistida. Esses são todos os pontos que a gente precisa ver junto com a Linha Uni e ARTESP, para definir qual é a melhor forma de atender a demanda”, acrescentou.

Plataformas da estação Água Branca ficam abaixo do prédio técnico
Plataformas da estação Água Branca ficam abaixo do prédio técnico (Metrô CPTM)

A Linha 6-Laranja

A Linha 6-Laranja tem inauguração prevista em duas etapas, com o primeiro trecho abrindo em 2026 e o segundo em 2027, totalizando 15 estações.

Chegando aos 85% de construção total nas obras civis, a linha ligará a região da Brasilândia na Zona Norte de São Paulo, até o centro, na estação São Joaquim.

Contará com uma frota de 22 trens e integrações com as linhas 1-Azul, 4-Amarela e 7-Rubi do sistema metroferroviário.

A construção está a cargo da Acciona e a Linha Uni será a concessionária responsável pela operação e atendimento aos passageiros.