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Apenas um em cada três passageiros procura por item perdido no Metrô

Serviço de achados e perdidos do Metrô de São Paulo completa 41 anos com quase 330 mil itens devolvidos
Central de Achados e Perdidos do Metrô
Central de Achados e Perdidos do Metrô
Central de Achados e Perdidos do Metrô
Central de Achados e Perdidos do Metrô

Com seus quase 80 km de extensão, o Metrô de São Paulo recebe mais de 3 milhões de passageiros por dia em média. Não é difícil que um deles acabe esquecendo algo num vagão, estação ou acessos. Na verdade, é muit fácil: nada menos que 7 mil objetos e documentos foram esquecidos a cada mês de 2015. Para dar conta do volume, o Metrô criou em 1975 a Central de Achados e Perdidos, que nesses 41 anos de atuação recebeu 1.134.538 itens perdidos.

Curiosamente, apenas 326.257 foram reclamados e recuperados pelos seus donos, ou seja, menos de um terço (29%) procurou o serviço do Metrô. Certamente, boa parte deles ou não se deu ao trabalho de tentar encontrá-lo ou, então, não imaginou que alguém poderia ter se dado ao trabalho de guardá-lo na expectativa de alguém procurar por ele em alguma estação.

Segundo o Metrô, a maior parte dos itens esquecidos são documentos (63%), mas objetos como artigos de papelaria, carteiras, roupas, acessórios e celulares também estão entre os mais deixados pelo caminho. A lista, no entanto, tem objetos curiosos como cadeiras de rodas, muletas, espada, vestido de noiva, bicicletas, penico, fogão, carrinho de pedreiro, urna funerária, dentaduras, prósteses de pernas até um olho de silicone.

Central de Achados e Perdidos do Metrô
Central de Achados e Perdidos do Metrô

Veja também: Rede de trens e metrô vai crescer 50 km no Brasil em 2016, mas nenhum deles em São Paulo

No início, a central atendia apenas na estação Sé, mas nos últimos anos o Metrô um serviço de atendimento via telefone e internet para facilitar a vida dos passageiros. São 116 mil atendimentos à distância e 37 mil presenciais. Ainda de acordo com o Metrô, as estações Sé, Jabaquara, Palmeiras-Barra Funda, Corinthians-Itaquera, República, Tucuruvi, São Bento, Santana, Luz e Ana Rosa são as que mais objetos são encontrados. E isso não é à toa: tratam-se de paradas ligadas a terminais de ônibus, baldeações e próximas a regiões de compras.

Central de Achados e Perdidos do Metrô
Central de Achados e Perdidos do Metrô

Para onde vai tudo isso?

Se você achou que o Metrô retém todos esses objetos indefinidamente errou. Eles são mantidos por dois meses quando  acabam doados ao Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo caso estejam em boas condições. Documentos, por sua vez, são encaminhados aos órgãos emissores.

Quem precisar do serviço pode entrar em contato com o Metrô na estação Sé, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 7 às 20h, ou pela Central de Informações no telefone 0800-770 7722, todos os dias, das 5h30 às 23h30, ou ainda pelo site do Metrô (www.metro.sp.gov.br).

About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

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