Associação sugere antiga fábrica como local para pátio da Linha 16-Violeta
Entidade aumenta pressão para que governo do estado de SP descarte desapropriar galpões na Avenida Henry Ford
A Associação Av. Henry Ford, que reúne empresários da região da Mooca, protocolou em 1º de dezembro um documento com 29 contribuições à Secretaria de Parcerias e Investimentos (SPI) do governo paulista, questionando a escolha da área para o pátio de manobras da Linha 16-Violeta do Metrô, ao longo de um trecho da Avenida Henry Ford.
O documento aponta que a análise oficial sobre a desapropriação de empresas pode ter subestimado os impactos econômicos e sociais na região e sugere a utilização do antigo terreno da Cia. Antártica como alternativa viável.
“Essas áreas não receberam avaliação detalhada de engenharia, custos econômicos e viabilidade operacional, apesar de atenderem às exigências técnicas para implantação do pátio”, afirmou Anderson Festa, presidente da associação.
Segundo a entidade, a área ameaçada de desapropriação concentra 228 empresas e emprega mais de 15 mil pessoas, com movimentação anual de R$ 9 bilhões, o que torna essencial uma análise aprofundada antes de qualquer decisão de remoção.
Em vermelho, a área sugerida pela associação e em vez, o local escolhido pelo governo (Metrô CPTM)
“Não estamos discutindo mobilidade, mas consistência técnica. Tomar uma decisão dessa dimensão sem avaliar, com a devida profundidade, alternativas já identificadas pode representar um risco econômico adicional para São Paulo”, disse Festa.
O pedido entregue à Casa Civil solicita avaliação conjunta das alternativas e inclui parecer urbanístico e dois vídeos institucionais como subsídios.
Leilão da Linha 16 previsto para o início de 2026
O local sugerido pela associação como alternativa ao pátio fica a cerca de 1 km a noroeste do eixo das vias da Linha 16-Violeta, enquanto a área citada pela SPI está localizada justamente sobre a passagem do ramal.
O terreno onde há muitos anos funcionou uma das fábricas da cervejaria possui cerca de 129 mil m² disponíveis, segundo a associação. Outra parte da área está ocupada por edifícios residenciais.
A Linha 16-Violeta terá 19 km e 16 estações em sua 1ª fase (GESP)
A Linha 16 estava passando por estudos de responsabilidade do Metrô, mas que suspendeu algumas licitações pouco antes de empresa Acciona apresentar uma Manifestação de Interesse Privado (MIP) ao governo em agosto de 2024.
Após isso, a SPI abriu o projeto para que outras empresas apresentassem planos de aprofundar os estudos do ramal. Apenas a Acciona acabou confirmando o interesse e entre janeiro e junho produziu vários documentos sobre a Linha 16.
Foram esses levatamentos que mostraram a escolha do local para pátio do ramal, que terá 19 km e 16 estações em sua primeira fase.
O plano da gestão estadual é levar o projeto à leilão no início do ano, em um formato de parceria público-privada (PPP).
