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Com operação plena nas novas estações da Linha 5, viagem negativa perde o sentido

Para driblar vagões cheios, usuários viajavam das estações Santo Amaro e Largo 13 até Adolfo Pinheiro. Agora, com Brooklin como última estação prática deve desaparecer

Estação Brooklin (Metrô)

A situação ocorreu ainda durante a fase de operação assistida e foi presenciada por este jornalista: ao desembarcarem na estação Adolfo Pinheiro vários passageiros reclamaram com os funcionários do Metrô por ter de pagar mais uma passagem para seguir viagem sentido Capão Redondo. Mas, afinal, eles não embarcaram de graça nas três estações novas? Não.

Os tais usuários haviam praticado a famosa “viagem negativa”, ou seja, embarcar no sentido contrário ao seu destino para voltar em uma composição vazia antes de chegar às lotadas Largo 13 e Santo Amaro. Como pagaram para embarcar em uma das duas eles foram até Brooklin sem saber que lá teriam de trocar de trem e pagar novamente a passagem.

Essa possibilidade, comum, em algumas linhas, deixou de ser vantajosa na Linha 5-Lilás desde esta segunda-feira (27) quando as três novas estações (Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin) passaram a funcionar no mesmo horário do restante do ramal, ou seja, das 4h40 às 0h00 nos sete dias da semana.

Se antes o tempo perdido para ir até Adolfo Pinheiro e voltar era pequeno afinal o trem manobrava antes de chegar nessa estação e voltava sentido Capão Redondo – o passageiro nem precisava desembarcar. Agora não. Além de mais longa (quatro estações em vez de uma se partir de Largo 13), o esquema de operação obriga os passageiros a descerem do trem em Brooklin já que a manobra só pode ocorrer após essa estação.

Em outras palavras, é possível praticar a tal “viagem negativa” mas ela só é indicada para pessoas com bastante tempo disponível afinal estamos falando de pelo menos 20 minutos perdidos.

Em janeiro, Eucaliptos

Brooklin deve permanecer como estação final da Linha 5 apenas por um tempo muito curto, ao menos nos planos do governo do estado. Se não houver novos atrasos, em janeiro de 2018 a estação Eucaliptos, em frente ao Shopping Ibirapuera, deverá iniciar a operação assistida. No mês seguinte será a vez de Moema, AACD-Servidor e Hospital São Paulo e, em abril, enfim Santa Cruz e Chácara Klabin, quando então o ramal se conectará a outras linhas do metrô.

O blog esteve neste fim de semana novamente em AACD-Servidor, estação mais adiantada do novo trecho. Em relação à nossa outra visita, em setembro, pouca coisa evoluiu. Houve a instalação das catenárias por onde passa a energia que alimenta os trens, assim como a chegada das primeiras escadas rolantes. Como deve ficar abrir daqui três meses, a estação está em “banho maria” enquanto correm com as outras obras.

Nesse primeiro dia de operação comercial, as três estações localizadas em Santo Amaro já mostravam utilidade para milhares de passageiros – o blog pode ver um movimento constante de pessoas nos acessos delas em duas passagens durante o dia. A tendência é que esse movimento cresça à medida que as pessoas se dêem conta da possibilidade de embarcar e desembarcar nas três. Sem dúvida, um sonho que demorou muito para acontecer para muita gente.

Veja também: Abertura de novas estações da Linha 5 fica para 2018

Estação AACD-Servidor

 

About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

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