Concessão do Metrô do Recife deve ter contrato assinado no início de 2027
Leilão da PPP está previsto para dezembro de 2026 e projeto inclui compra de 22 novos trens e reforma das 37 estações
O processo de concessão do sistema metroferroviário do Recife, hoje operado pela estatal federal CBTU, entrou em nova fase após a apresentação do cronograma oficial durante audiência pública realizada nesta quinta-feira, 5 de março, em Olinda. A previsão é que o contrato com a futura concessionária seja assinado no início de 2027, após a realização do leilão marcado para dezembro de 2026.
O projeto prevê a concessão do sistema por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) com duração de 30 anos. O plano inclui investimento federal estimado em R$ 4 bilhões para modernização da rede.
Entre as intervenções previstas estão a aquisição de 22 novos trens — sendo 18 elétricos e quatro veículos leves sobre trilhos (VLTs) — e a reforma completa das 37 estações existentes. O programa também inclui a renovação de sistemas de energia e sinalização, substituição de trilhos e dormentes e melhorias de acessibilidade nas estações.
O cronograma do projeto estabelece que a consulta pública será encerrada ainda em março. Em seguida, as contribuições serão analisadas e incorporadas à modelagem do projeto em abril. Depois dessa etapa, a proposta passará por avaliação de órgãos de controle e instâncias federais e estaduais.
Mapa de estações do Metrô do Recife (CBTU)
A publicação do edital de concessão está prevista para setembro de 2026, com o leilão marcado para dezembro do mesmo ano. Caso o cronograma seja mantido, a assinatura do contrato e o início do processo de transição operacional ocorreriam no primeiro trimestre de 2027.
O aporte federal será liberado de forma gradual, conforme a concessionária vencedora cumpra etapas de investimento estabelecidas no contrato.
Após a estadualização do sistema, o governo de Pernambuco passará a atuar como poder concedente e ficará responsável pela fiscalização da concessão por meio da Agência de Regulação de Pernambuco (ARPE).
A remuneração da operadora combinará receitas tarifárias e contraprestações públicas. Parte do pagamento dependerá do cumprimento de indicadores de desempenho, como regularidade da operação, tempo de viagem, limpeza das estações e avaliação dos passageiros.

Sucateiam o serviço, não injetam dinheiro. Aí na hora de privatizar o caminhão de dinheiro aparece. É uma vergonha