A Acciona, construtora responsável pela obra da Linha 6-Laranja do Metrô, acionou um plano de emergência na noite desta terça-feira, 1º, para conter o aumento da cratera que engoliu boa parte das pistas da Marginal Tietê após o rompimento de um interceptor de esgoto da Sabesp.
O acidente ocorreu na manhã de ontem após a tuneladora sul, famoso tatuzão, atingir o poço de ventilação Aquinos, no lado sul da Marginal. De grandes dimensões, o interceptor chamado de ITI-7, despejou toneladas de esgoto nos túneis da obra, que já se estendem por uma grande área na região.
Desde o final da noite, caminhões de concreto injetam argamassa na cratera enquanto o poço de ventilação está sendo preenchido com pedras. A diferença de solução é explicada pelo fato que as rochas poderão ser retiradas com mais facilidade já que o poço de ventilação precisará ser recuperado posteriormente quando a obra for retomada.
Já a cratera deve receber até às 22h desta quarta-feira nada menos que 20 toneladas de concreto, segundo a Concreserv, empresa contratada pela Acciona. Serão cerca de mil viagens de caminhões betoneira até o local, que devem evitar que mais porções de terra se desloquem, como ocorreu durante toda a terça-feira.

Em comunicado enviado nesta manhã, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos afirmou que foi criado um comitê em conjunto com a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente para apurar os fatos e responsabilidades relacionados ao incidente, monitorar o cumprimento das providências necessárias e assegurar a transparência das medidas adotadas.
“O Comitê será integrado por profissionais com expertise nas áreas técnica, financeira, jurídica e de comunicação. O Comitê ainda poderá convidar representantes de entidades da administração direta ou indireta do Estado de São Paulo, da Prefeitura Municipal de São Paulo e de Concessionárias de Serviços Públicos, para participar dos trabalhos, visando a adoção de medidas para a rápida normalização do tráfego local e da retomada das obras”, disse o governo Doria.
Já a Acciona afirmou que o “incidente é pontual e não interfere nas demais frentes de trabalho do projeto, que seguem em execução”.