Consórcio questiona na Justiça resultado de licitação que beneficia expansão da Linha 17-Ouro até o Jabaquara
Projeto prevê parque linear, túnel e readequação viária na zona sul de São Paulo e, de quebra, viabilizará cinco novas estações do monotrilho
O Consórcio Expresso Roma acionou a Justiça após a Prefeitura de São Paulo alterar o resultado da licitação do Complexo Viário Roberto Marinho, obra que inclui a construção de um parque linear, túnel e intervenções viárias na zona sul da capital. O grupo havia sido inicialmente classificado em primeiro lugar no certame, mas acabou desclassificado após a fase de recursos, com a construtora espanhola Acciona sendo declarada vencedora.
Segundo o consórcio, formado pelas empresas Álya Construtora e OECI (Odebrecht), a decisão representou uma reviravolta no processo licitatório. A proposta originalmente apresentada pelo grupo era de cerca de R$ 1,8 bilhão, enquanto a oferta da Acciona soma aproximadamente R$ 2,1 bilhões, diferença de cerca de R$ 300 milhões.
A mudança de resultado ocorreu após a prefeitura acolher recursos que questionaram o atendimento a exigências do edital por parte do consórcio inicialmente vencedor. Segundo o grupo desclassificado, a decisão contraria avaliações técnicas anteriores da própria administração municipal, que haviam atribuído pontuação máxima à proposta em critérios de preço e técnica.
Vigas no sentido Jabaquara (CMSP)
O consórcio também aponta como atípico o intervalo curto entre a divulgação do novo resultado e a assinatura do contrato, formalizada no dia seguinte à confirmação da Acciona como vencedora. O caso foi levado ao Poder Judiciário e também é acompanhado pelo Ministério Público de São Paulo.
Impacto urbano e metroviário
O Complexo Viário Roberto Marinho é considerado estratégico não apenas do ponto de vista viário e urbanístico, mas também para a expansão da rede de transporte sobre trilhos. O conjunto de obras prevê 3,7 km de intervenções, com a implantação de um túnel, cinco pontilhões, três viadutos e um parque linear com cerca de 332 mil metros quadrados de área verde.
A execução do projeto também é uma condição necessária para a extensão leste da Linha 17-Ouro do monotrilho até o Jabaquara. O novo trecho deverá adicionar cinco estações ao ramal e permitir a integração com a Linha 1-Azul do Metrô. A expectativa da do Metrô é que as obras do novo segmento da Linha 17 possam começar a partir de 2029.
A região abrangida pelo projeto inclui áreas ocupadas por moradias precárias. Segundo a prefeitura, as famílias que vivem nesses locais deverão ser reassentadas como parte da intervenção urbana, embora os detalhes desse processo ainda dependam da consolidação do cronograma da obra e de definições administrativas.

Já podiam adiantar a construção de Vila Paulista, não tem nada de muito impacto com o entorno
O mesmo vale para a estação Panambi que precisa apenas atravessar o rio Pinheiros, já que o terreno da estação está vazio e a construtora do Parque Global está querendo muito construir a estação.
Jesus vai voltar e não vão terminar esse projeto.
As obras serão iniciadas, se tudo der certo em 2029 e provavelmente ficarão prontas em 2040. Eu tenho até vontade de chorar com toda essa eficiência.