CPTM e TIC Trens celebram o dia do maquinista com histórias de seus funcionários
Empresas são responsáveis por transportar passageiros em linhas de trens metropolitanos de São Paulo
Nesta terça-feira, 20, é o Dia do Maquinista, com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e a TIC Trens destaca as histórias e experiências destes profissionais que atuam no transporte ferroviário da Grande São Paulo.
Diariamente, estes colaboradores têm uma função vital que é a condução/operação dos trens pelos municípios e estações atendidas pelo serviço paulista, contribuindo para o movimento de milhões de pessoas entre os seus respectivos destinos.
Na TIC Trens, responsável pela Linha 7-Rubi, histórias como de Mitt Cristine Ramos de Bulhões, são lembradas e ela conta que passou inclusive por experiências na operação de trens em outro estado até integrar a primeira turma de operadores da concessionária.
“Ao longo desses mais de dez anos no setor, tive a oportunidade de vivenciar momentos da ferrovia, aprender com grandes profissionais e acompanhar de perto a evolução da operação metroferroviária”, conta Mitt.
Trem D719 da TIC Trens na estação Água Branca ((MetrôCPTM))
Outro ferroviário da empresa, João Gilberto dos Santos Costa, relata que o interesse pelos trens começou bem cedo. Em 2022, ele ingressou como jovem aprendiz em um curso do SENAI e, interessado em seguir carreira no setor, buscou uma nova formação, desta vez voltada à manobra ferroviária com locomotivas. Hoje na TIC Trens, no exercício da profissão, encontra nas reações dos passageiros uma lembrança da própria infância.
“Na minha família sou o primeiro ferroviário, mas sempre fizemos uso do transporte sobre trilhos, tanto para passeio quanto para trabalho. Tenho interesse por trens desde pequeno e isso só aumentou ao longo dos anos. Hoje em dia, algo que me marca em quase todas as viagens que faço é ver crianças nas plataformas encantadas com a passagem do trem e acenando sorridentes para mim, assim como eu fazia quando criança”, conta.
A CPTM para ilustrar a data, conta a trajetória de Romilda Domingas, de 53 anos, que revelou uma ligação com a ferrovia que antecede sua entrada na Companhia. Na infância, ela morou em Paranapiacaba, e parte de sua família, incluindo o pai e o avô, trabalhou na antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA). Antes de ingressar na CPTM, em setembro de 1996, Romilda trabalhou como assistente de fotografia e, na Companhia, iniciou a carreira na venda de bilhetes.
“A ferrovia já fazia parte da minha vida antes de eu nascer. Eu olhava os trens passarem e começava a me imaginar dentro daquela cabine. Até que um dia eu estava lá. O poder de conduzir aquela máquina encanta”, relembra. Em 30 anos de carreira, ela operou nove modelos de trens e atuou nas linhas 7-Rubi e 10-Turquesa.
Já André Piovesana, é maquinista há 15 anos. Entrou na CPTM em 2011, aos 23 anos, como auxiliar de supervisão de trens, deu continuidade a uma linhagem iniciada por seu avô em 1942 e seguida por seu pai, irmão e outros familiares.
“A ferrovia faz parte da história da minha família há muitas décadas. É uma tradição que carrego com muito orgulho, respeito e dedicação”, afirma André, que já conduziu seis modelos de trem nas linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa, destacando a Série 9500 como a mais confortável e tecnológica de sua jornada. “Não me vejo fora do setor. Projeto muitos anos ainda na cabine.”
Atualmente a estatal possui 926 maquinistas, atendendo os passageiros pelos 53,5 km de trilhos operados pela empresa.
