Nova greve de ônibus ameaça afetar 500 mil passageiros na Zona Sul de São Paulo

Trabalhadores dos antigos lotes da Transwolff anunciaram nova paralisação nesta quarta-feira (21), dois dias após movimento que prejudicou 267 mil usuários

Ônibus da Transwolff
Ônibus da Transwolff (Prefeitura de São Paulo)

Uma nova greve de ônibus ameaça afetar cerca de 500 mil passageiros na Zona Sul de São Paulo nesta quarta-feira (21). Trabalhadores ligados aos lotes D10 e D11, anteriormente operados pela Transwolff e atualmente administrados pela SPTrans, anunciaram a retomada da paralisação iniciada na segunda-feira (19).

Desta vez, o movimento pode alcançar os dois lotes. Na segunda-feira, apenas o D10 teve a operação interrompida, afetando cerca de 267 mil passageiros. O D11 continuou funcionando normalmente.

A nova mobilização foi anunciada depois da demissão por justa causa de três funcionários apontados pela Prefeitura como responsáveis pela paralisação anterior. Trabalhadores também mantêm questionamentos sobre recolhimentos do INSS e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

A Prefeitura afirma que os valores referentes ao INSS e ao FGTS estão sendo depositados integralmente em juízo e aguardam deliberação da Justiça. Segundo a administração municipal, documentos comprobatórios foram apresentados aos empregados após a primeira greve.

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A paralisação de segunda-feira terminou no início da tarde, com a operação normalizada por volta das 13h50. Durante o movimento, a Prefeitura acionou o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) em 34 linhas para reduzir os impactos aos passageiros.

Ônibus da Transwolff (Divulgação)

Diante da ameaça desta quarta-feira, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans acionaram preventivamente a Guarda Civil Metropolitana (GCM) para acompanhar as garagens e tentar garantir a entrada e saída dos ônibus.

A Prefeitura considera a paralisação irregular por não ter sido comunicada oficialmente com a antecedência mínima de 72 horas prevista para serviços essenciais. A gestão municipal também informou que os funcionários que aderirem ao movimento terão o dia descontado.

O Sindmotoristas informou que não foi comunicado oficialmente sobre a nova paralisação. A mobilização, portanto, é conduzida por integrantes da própria categoria, sem participação formal do sindicato.

A Transwolff deixou de operar o transporte municipal em dezembro de 2025, quando a Prefeitura decretou a caducidade de seus contratos. Desde então, a SPTrans administra diretamente as linhas dos lotes D10 e D11 enquanto não é definida uma nova operadora.