CPTM registra prejuízo de R$ 588,5 milhões no ano de 2025

Valor é superior ao mesmo índice de 2024, quando também houve arrecadação menor que as despesas

Série 7500 devolvido para a CPTM (Jean Carlos)
Série 7500 devolvido para a CPTM (Jean Carlos)

Por meio de publicação no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira, 15, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), divulgou as suas demonstrações contábeis para o ano de 2025, e entre os dados, se destaca o prejuízo de R$ 588,5 milhões (R$ 588.593.000,00), aumento de 7,3% em relação a 2024.

No documento, a CPTM destaca uma receita líquida de R$ 2,66 bilhões, maior que no ano de 2024, reduzindo as receitas administrativas em R$ 172 milhões, e chegando ao total no ano passado de R$ 654,3 milhões neste tema.

Além disso, o relatório de auditoria destaca que a empresa está na “condição de empresa dependente”, conforme enquadramento na Lei de Responsabilidade Fiscal, se caracterizando também por atuar não visando o lucro, mas sim a prestação de serviço de transporte público.

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Isso é algo diferente das concessionárias “concorrentes” que operam outras linhas antes da CPTM, onde precisam ter resultados positivos constantes, a estatal se mantém com o valor arrecadado nas tarifas e receitas vindas de aporte do Governo de São Paulo e publicidade, por exemplo, retornado os valores para investimentos nas linhas e sistemas que gerencia.

O documento também destaca a totalização e origem do montante recebido em 2025 por parte do governo, o valor de R$ 2,191 bilhões divididos em três repasses:

– R$ 699,4 milhões destinados para investimentos nas linhas;
– R$ 605,5 milhões para ressarcimentos das gratuidades e recomposição tarifária;
– R$ 886,2 milhões à título de subvenção econômica.

Desde que iniciou-se o processo de concessão das linhas ferroviárias em São Paulo, a CPTM perdeu as linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda. Neste ano ela vai transferir outras três, a 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade para a iniciativa privada, ficando apenas com a 10-Turquesa.

Em paralelo a isso, a companhia perde ativos como frotas de trens e locais a manter, desligando parte dos funcionários, o que representa ao mesmo tempo, redução de custos, arrecadação menor em razão da diminuição de receitas tarifárias, por exemplo, entre outros fatores.