
A CPTM passou a testar nesta segunda-feira (24) uma nova forma de bilhetagem na estação Tamanduateí da Linha 10-Turquesa. Trata-se de um tíquete impresso com um QR Code. Ele substitui o bilhete magnético, também chamado de ‘Edmonson’, que existe na rede metroferroviária há mais de 40 anos. A ideia, segundo disse a empresa ao jornal Bom Dia São Paulo, é reduzir custos e agilizar o embarque.
Mas a maior novidade da tecnologia é preparar o sistema para uso do smartphone como forma de aquisição de passagens. Caso o QR code seja aprovado, será possível ao passageiro adquirir a bilhete via internet e usar o próprio celular para leitura do código pela catraca – um sistema semelhante ao que existe hoje no transporte aéreo.
Por enquanto, os passageiros que usarem o novo ‘bilhete’ terão de comprá-lo entre 9h e 19h na estação – o preço é o mesmo da passagem normal, ou seja, R$ 3,80. Apenas um bloqueio é capaz de ler o bilhete por enquanto. A CPTM diz que outras cinco estações receberão o novo sistema: Vila Aurora Linha 7-Rubi), Lapa (Linha 8-Diamante), Autódromo (Linha 9-Esmeralda), Dom Bosco (Linha 11-Coral) e USP-Leste (Linha 12-Safira) – todas têm um percentual mais alto de uso do bilhete unitário.
A iniciativa da CPTM deve se espalhar por outros modais e empresas. No ABC, a Metra, que opera o corredor de ônibus, já aceita pagamento pela internet e o Metrô está licitando máquinas de autoatendimento para suas linhas. Com isso, corrige-se uma grande deficiência da rede, que é a falta de opção de pagamento por meio eletrônico, algo comum no exterior e inexistente em São Paulo, exceto pelos cartões BOM e o Bilhete Único, porém, associados a passageiros mais contumazes.
A outra vantagem será reduzir a necessidade de moedas para trocos, um drama recorrente que acarreta em redução na arrecadação nas bilheterias.