Deputado do PT quer mudar nome da estação Brasilândia antes mesmo da inauguração

Projeto de Lei apresentado busca homenagear religioso ligado à defesa dos direitos humanos na futura parada da Linha 6-Laranja

Estação Brasilândia
Estação Brasilândia (Jean Carlos)

Apesar de estar ainda em construção, a estação Brasilândia da Linha 6-Laranja de metrô em São Paulo que será operada pela concessionária Linha Uni, pode ter o seu nome modificado antes mesmo da sua inauguração prevista para 2026.

Ao menos é a intenção presente no Projeto de Lei (PL) 993 apresentada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), de autoria do deputado estadual Enio Tatto (PT) para propõe renomear o local como estação “Dom Angélico Sândalo Bernardino – Brasilândia”.

Segundo a justificativa do parlamentar, Dom Angélico Sândalo Bernardino (1933-2025) foi um bispo católico brasileiro, conhecido pela sua atuação na defesa dos direitos humanos e dos trabalhadores na época da ditadura militar.

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O religioso também era envolvido com a atuação política de acordo com o PL, aliado do Presidente Lula desde as greves trabalhistas no ABC Paulista nos anos de 1970, ao qual manteve amizade até o fim de sua vida.

Estação Brasilândia (iTechdrones)

Dom Angélico foi ordenado padre em 1959 e bispo em 1974 e chegou a ser responsável pela região episcopal da Vila Brasilândia, na Zona Norte da capital e foi coordenador da Pastoral Operária.

O Projeto de Lei agora segue em tramitação pela ALESP ao passar por análise em comissões internas antes de seguir para votação em plenário.

Sobre a Linha 6-Laranja

A Linha 6-Laranja em construção terá um total de 15 estações conectando a Zona Norte de São Paulo, passando pela Zona Oeste e chegando à região central, diminuindo para 23 minutos na média, um trajeto atualmente superado em mais de 1h20 por ônibus do transporte público.

O ramal fará a integração com as linhas 1-Azul, (São Joaquim), 4-Amarela (Higienópolis-Mackenzie), 7-Rubi (TIC Trens), 8-Diamante (ViaMobilidade) e Linha 3-Vermelha (Metrô), essa última ainda em fase de estudo.

A construção da linha está a cargo dos espanhois da Acciona e a operação será da concessionária Linha Uni.