Em novo revés para a segurança do Metrô, homem “surfa” no teto de um trem da Linha 1-Azul
Vídeo que mostra pessoa andando sobre os vagões viralizou nas redes nesta quinta-feira. Metrô diz que está analisando caso
Uma cena comum nos anos 80 surpreendeu pessoas que estavam na Avenida Cruzeiro do Sul nesta semana. Um homem foi visto “surfando” nos vagões de um trem da Linha 1-Azul do Metrô, entre as estações Carandiru e Santana. O episódio foi gravado em vídeo que circulou nas redes sociais nesta quinta-feira, 15 (veja abaixo).
Os trens viajam no trecho em velocidade elevada, mas o risco de queda não parecia preocupar o indivíduo, cujo paradeiro não se sabe. Em nota, o Metrô afirmou que “repudia esse tipo de ação que coloca vidas em risco. A Companhia levantou as imagens do ocorrido e vai abrir boletim de ocorrência para apuração”.
O episódio ocorreu próximo à publicação de um passageiro da Linha 8-Diamante viajando entre os vagões de um trem operado pela ViaMobilidade. A concessionária também lamentou o fato e que também está analisando imagens do circuito interno para entender o ocorrido.
“Qualquer ato de vandalismo como esse pode ser comunicado a um funcionário para a adoção das medidas de segurança”, acrescentou o Metrô.
Mano???????? pic.twitter.com/h06Hn4idlW
— LipeZika (@LipeZero7) September 15, 2022
Ocorrências próximas às eleições
O relato de furtos, roubos e incidentes têm ocorrido em grande volume a poucas semanas das eleições estaduais. Casos de violência dentro das estações do Metrô eram bastante raros até então. Muitos deles ocorriam nas proximidades dos acessos, com pessoas buscando o interior das linhas por conta justamente da presença de seguranças. O Sindicato dos Metroviários, no entanto, acusa a companhia de reduzir funcionários dentro das paradas, o que teria permitido a atuação de quadrilhas.
Já o “surfe ferroviário” praticamente desapareceu do sistema sobre trilhos com a modernização das linhas e o uso de circuitos de imagens internas. Na época, esses episódios acabavam potencializados pela gestão deficiente de empresas como a CBTU, somados aos trens mal conservados a um serviço que não conseguia dar conta da demanda, mesmo bem inferior à atual.

