Futuros trens da Linha 16-Violeta têm detalhes revelados
Composições serão responsáveis pelo atendimento de cerca de meio milhão de passageiros por dia
O Governo do Estado de São Paulo lançou nesta segunda-feira (6) a consulta pública do projeto da Linha 16-Violeta de metrô, revelando novos detalhes sobre os trens que vão operar na futura ligação metroviária.
A nova linha contará com 25 composições de seis carros cada, seguindo o padrão das demais linhas do Metrô. No entanto, os trens trarão recursos mais modernos, semelhantes aos utilizados nas Linhas 4–Amarela e 5–Lilás.
Entre eles está o sistema de operação totalmente automática (UTO – Unattended Train Operation), que dispensa a presença de condutor a bordo. Toda a movimentação dos trens será controlada remotamente pelo Centro de Controle Operacional (CCO).
Assim como nas linhas mais recentes, as composições terão carrocerias de aço inoxidável, com vida útil estimada em 30 anos.
Trem será projetado para melhor fluxo de pessoas
Para agilizar o embarque e desembarque, as portas terão altura mínima de 1,9 metro e largura de 1,6 metro, medidas superiores às de trens mais antigos.
O interior será projetado para alta capacidade de transporte, com densidade de oito passageiros em pé por metro quadrado, dois espaços reservados para cadeirantes e cerca de 12% da área de cada carro destinada a pessoas em pé.
Os novos trens também adotarão o conceito open gangway, com passagem livre entre os carros, sem portas ou divisórias. A solução, já usada em outras linhas, melhora a distribuição de passageiros e dá mais sensação de amplitude.
Segundo o projeto, os trens da Linha 16 poderão atingir velocidade operacional acima de 85 km/h e chegar a 80 km/h em menos de 33 segundos a partir do comando de tração.
Sistema Integrado com as plataformas

Todas as estações da Linha 16-Violeta deverão, por diretriz obrigatória, contar com portas de plataforma desde a inauguração. Esses sistemas serão integrados aos trens, garantindo sincronia na abertura e fechamento das portas.
O vão entre o trem e a plataforma será limitado a 5 milímetros, medida que reduz o risco de acidentes, como quedas ou o aprisionamento de mãos durante o embarque. O tempo médio de parada nas estações — com as portas abertas — deverá ser de 20 segundos.
Itens de emergência incluídos
Assim como na frota da Linha 4-Amarela, operada pela ViaQuatro, as duas extremidades dos trens automáticos contarão com saídas de emergência externas, permitindo evacuação segura em caso de falhas operacionais.
Janelas e portas designadas para esse uso serão sinalizadas, e o sistema de energia e sinalização será automaticamente desligado sempre que a abertura frontal for acionada, garantindo segurança ao acesso à via.
Interior monitorado e climatizado

O ar-condicionado será item obrigatório, com capacidade para reduzir em pelo menos 7°C a temperatura interna em relação à externa, mesmo com alta ocupação — seis passageiros por metro quadrado —, temperatura externa de 32°C e ciclos contínuos de abertura e fechamento de portas.
A renovação do ar deverá atingir 8 m³ de ar fresco por passageiro por hora, assegurando conforto térmico e qualidade ambiental durante as viagens.
Cada composição contará com quatro câmeras de segurança por carro, permitindo monitoramento em tempo real pelo Centro de Controle Operacional (CCO). O sistema incluirá ainda sensores de detecção de incêndio e alertas automáticos de descarrilamento, instalados já na fase de fabricação.
Até o momento, não há informações sobre o valor total da frota nem o cronograma de entrega. Essas definições dependem do andamento de outras etapas do projeto, como o lançamento do edital e o leilão da Linha 16-Violeta, previstos para o próximo ano, que determinarão a concessionária responsável pela construção e operação.
