A Secretaria dos Transportes Metropolitanos revelou nesta quinta-feira, 16, que está avaliando uma nova tecnologia de higienização de trens e ônibus. Trata-se de um equipamento que emite luz ultravioleta (UV) e que é usado em hospitais e aeroportos.

Para testar a tecnologia, o Metrô e o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) estão aplicando o conceito em vagões dos trens e colhendo amostras que serão analisadas nos próximos sete dias. Segundo a STM, se a eficácia for comprovada, o processo será aplicado não só no Metrô como CPTM e ônibus da EMTU.

“Essa é uma forma eficaz, ágil e de baixo custo que poderá dar ainda mais segurança a todos os cidadãos que precisam se deslocar”, afirmou o secretário da pasta, Alexandre Baldy .”Temos contato com empresas de transporte no mundo todo, diariamente, e se for necessário, vamos investir em novas soluções para que os nossos passageiros tenham cada vez mais segurança ao ir e vir”, completou.

De acordo com a empresa que está oferecendo a solução, a Zasso, o robô Hyperviolet C600 é capaz de desinfectar um vagão em apenas um minuto. O projeto é bancado pelo piloto Lucas Di Grassi, com passagem pela Fórmula 1, e que foi campeão da Fórmula E na temporada 2016-2017. Ainda segundo a empresa, dependendo das condições de aplicação, o processo pode atingir 100% de esterilização.

Risco de contágio

Desde que a pandemia do coronavírus atingiu o Brasil e São Paulo em particular, o governo tem tentado evitar aglomerações nos vagões dos trens além de ter reforçado a higiene do sistema, mas a grande circulação de pessoas acaba tornando essa tarefa complexa. Em vários outros sistemas pelo mundo, esse problema tem sido constante, inclusive a contaminação de funcionários. Em Londres, nada menos que 18 motoristas de ônibus morreram por conta do vírus, ampliando o já temor de contaminação dentro do transporte público.

O piloto Lucas di Grassi, que está por trás da tecnologia (STM)

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