Greve de ônibus afeta 267 mil passageiros na Zona Sul de São Paulo

Paralisação atinge 34 linhas do lote D10 nesta segunda-feira (19) e levou a Prefeitura a acionar o Paese

Ônibus da Transwolff
Ônibus da Transwolff (Divulgação)

Uma greve de trabalhadores do lote D10 do sistema municipal de ônibus afeta cerca de 267 mil passageiros na Zona Sul de São Paulo nesta segunda-feira (19). A paralisação começou sem aviso prévio e levou a Prefeitura a acionar o Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) para atender as 34 linhas atingidas.

Os serviços eram operados pela Transwolff, mas estão sob administração e operação da SPTrans desde que a Prefeitura decretou a caducidade do contrato da concessionária. O lote D11, também assumido pela empresa municipal, funciona normalmente nesta segunda.

A Prefeitura considera a paralisação irregular porque não houve o aviso aos usuários com antecedência mínima de 72 horas previsto para serviços essenciais. A administração municipal também solicitou reforço policial para as garagens.

Os trabalhadores cobram esclarecimentos sobre depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e outros direitos trabalhistas.

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A SPTrans afirma que salários e benefícios estão em dia e nega irregularidades nos recolhimentos. Segundo a empresa municipal, os valores de FGTS e INSS estão sendo depositados integralmente em juízo enquanto aguardam decisão judicial.

Ônibus do sistema Paese (Willian Moreira)

A empresa também afirma que está em andamento uma licitação para contratar um novo plano de saúde. Até a conclusão do processo, os funcionários recebem uma compensação prevista no acordo coletivo.

Paese tenta reduzir impacto

Com a paralisação, ônibus de outras operadoras foram mobilizados pelo Paese para atender as 34 linhas do lote D10. O sistema emergencial é utilizado pela SPTrans quando problemas impedem ou reduzem a circulação regular de uma empresa ou conjunto de linhas.

As linhas afetadas atendem principalmente bairros da Zona Sul e extremos da capital, incluindo regiões de Grajaú e Parelheiros, com ligações a importantes terminais de transporte coletivo.

A paralisação ocorre menos de um ano depois de a Prefeitura retirar definitivamente da Transwolff a operação dos lotes D10 e D11. Desde então, a SPTrans assumiu diretamente a administração dos serviços enquanto é definida a solução para a operação das linhas.

Até o final da manhã desta segunda-feira, não havia previsão divulgada para o encerramento da greve. A CET também não havia publicado uma operação especial de trânsito relacionada à paralisação.