Linha 16-Violeta: Acciona diz querer agilizar implantação do ramal
Proposta de estudos sobre nova linha metroviária foi enviado ao governo do estado na semana passada. Primeira fase teria 16 km e 16 estações entre Oscar Freire e Abel Ferreira
A construtora Acciona justificou o envio da Manifestação de Interesse Privado (MIP) sobre a Linha 16-Violeta como uma forma de “fomentar e agilizar o processo para implantação da referida linha“, diz o documento proposto.
Na semana passada, a empresa espanhola oficializou a intenção de produzir estudos mais aprofundados do ramal do Metrô que está em projeto.
Segundo a Acciona, a ideia é implantar um trecho inicial de 16 km entre as estações Oscar Freire e Abel Ferreira.
O traçado prioritário compreende a maior parte das conexões com outras linhas, incluindo a Linha 6-Laranja, gerida pela LinhaUni.
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Para isso serão desenvolvidos quatro estudos, o técnico (engenharia), de modelagem operacional, econômico-financeiro e jurídico-institucional.
O estudo de viabilidade técnica prevê “avaliar quais são os custos envolvidos na construção e na operação, o que irá subsidiar a tomada de decisão do Estado em relação ao modelo de contratação para o Projeto”.
Trata-se de um escopo bastante amplo que inclui a análise de demanda, estudos de engenharia, arquitetura e ambiental, além de estimativas de custos de implantação, desapropriações e reinvestimentos.

Nesses documentos serão avaliados os traçados possíveis, a concepção arquitetônica de estações, um cronograma preliminar e um anteprojeto de engenharia.
A modelagem operacional envolve detalhar aspectos como diretriz de operação, necessidades de pessoal para operação, manutenção e administração. Haverá ainda estimativas sobre recursos materiais e serviços públicos como água, energia e telecomunicações.
O estudo econômico-financeiro, por sua vez, simulará a projeção de fluxo de caixa do projeto bem como estimativas de receitas, aportes e contraprestações públicas, a depreciação e amortização dos ativos, o capital de giro da concessionária e o mecanismo de remuneração, entre outros.

Por fim, o estudo jurídico-institucional servirá como referência para estabelecer o modelo de concessão. Nele também está incluída a análise de viabilidade jurídica contratual da possível ampliação da Linha 16 até Cidade Tiradentes, que é considerada menos prioritária pela empresa.
CCR fez o mesmo em relação às linhas 11, 12 e 13 da CPTM
O uso do modelo de MIP é previsto na legislação e não envolve nenhum comprometimento público com o interessado privado.
A empresa que se propõe a realizar esses estudos tem em mente que as informações levantadas podem ou não ser usadas pelo governo numa futura licitação.

Foi algo semelhante ao que ocorreu quando a CCR protocolou uma Manifestação de Interesse Privado para a concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM em junho de 2021.
Os estudos foram entregues ao governo que posteriormente passou a considerar o leilão dos três ramais de trens metropolitanos, o que deve ocorrer nos próximos meses. No entanto, a concorrência será aberta a outros interessados e a própria CCR não tem obrigação de disputar o projeto.
Para a Acciona, ajudar a gestão estadual a acelerar a Linha 16 significa na prática criar uma futura oportunidade que ela certamente terá um conhecimento melhor do que suas potenciais concorrentes.

Se a extensão até a Cidade Tiradentes é menos prioritária para a empresa o estado não deve aceitar a proposta dela. A estação CT da linha 16 prevê uma demanda de 70 mil pessoas por dia, e também desafogaria as linhas 3 Vermelha e 15 Prata, algo q o estado deveria considerar prioritário
Concordo, essa região leste da Linha 16 até Cidade Tiradentes passando por Rio das Pedras, Renata, etc é uma região carente de transporte ferroviário, tenho parentes lá e é sempre um caos, a população acaba tendo que pegar um ônibus demorado até conseguir alcancar a Linha 2, 3 ou 15. Essa parte da Linha 16 deveria ser prioritária e não parar na Abel Ferreira, o que desafogaria muito essas outras 3 linhas, além de facilitar e muito a vida de uma população que chegaria muito mais rápido nos seus deslocamentos do que atualmente.
O certo seria fazer o trecho Cidade Tiradentes – São Carlos, a linha Rosa por exemplo vai começar de Santo André, trecho mais prioritário, o smandeve ser feito com a linha 16
concordo plenamente, a linha 16 deveria focar na zona leste primeiramente, a não ser que a acciona queira expandir a linha 6 pra la
Ana Rosa e não Paraíso na tripla conexão? E a 16 agora no Ibirapuera?
Aliás, o Ibirapuera sempre esteve marcado como estação da Linha 19 sentido Campo Belo/Vila Olímpia, porém diz que a conexão com a 19 seria ainda no Jardim Paulistano, então esse novo mapa não faz sentido algum.
E não divulgaram um mapa?
Acho ótimo se der certo, porém me incomoda que insistem em “parar” a linha na Oscar Freire no sentido zona oeste.
No mínimo tinha que ir até a futura estação Teodoro Sampaio, que será aproximadamente 1KM dali e terá as linhas Rosa e Marrom se encontrando.
Duas conexões triplas pra Linha Violeta próximo dos Jardins seria muito bom.
Paraíso, ou Ana Rosa aparentemente agora, sendo a outra.
Essa linha é muito boa, porém o governo deveria somente aceitar o projeto caso inclua a extensão até Cidade Tiradentes(nem que seja em uma 2a fase), senão será a 2a vez que uma linha até a região é cancelada, primeiro a L6 e agora a L16.
Fico empolgado pela possibilidade de em uma segunda fase pelo menos o trecho sentido Cidade Tiradentes venha a surgir em especial, pela agilidade da Linha Uni estar com apetite de expandir o metro de São Paulo. Espero que a metodologia de receita seja por tarifa técnica de disponibilidade (semelhante ao que foi feito com a linha 7 rubi), porque poderá aumentar as chances de aumentar a linha até cidade tiradentes.
Entre a linha 16 saindo de Citade Tiradentes e indo até o Parque da Moóca ou saindo de Abel Ferreira até Oscar Freire, a primeira opção é a melhor para o interesse público.
Entendo que para o privado seria sensacional a segunda opção.
Mas o transporte público coletivo, direito social e dever do estado, é serviço público de caráter essencial, indispensável ao desenvolvimento socioeconômico de toda a população e ao atendimento das necessidades de deslocamento das pessoas no território.
As duas opções são ruins. No mundo ideal, seria o mapa original até São Carlos / Moóca / Qualquer coisa perto do Cambuci e o mapa da Acciona a partir desse ponto.
Não apoio o atual governante, mas fico feliz de não ser o Dória sentado na cadeira uma hora dessas
Se a média de usuários da Linha 15-Prata em dias úteis atingiu ~139 mil pessoas conforme matéria 19/8/24 neste site, porém segue muito abaixo da capacidade nominal já que faltam trens conforme afirmado no texto, por que não concluir até Tiradentes, uma vez que gastos com supervisão de estudo da Linha 16-Violeta cuja conclusão será para no mínimo daqui 30 anos?
Considerando que as linhas do metrô são projetadas por meio do software Emme2 (segundo o especialista, o melhor e mais utilizado do mundo) com projeções de demanda com vários cenários para até 30 anos, o lançamento desta linha não seria a admissão de forma velada que os planejadores não confiam na capacidade da Linha 15-Prata completa do Ipiranga até cidade Tiradentes!?
Este episódio contradiz um lançamento de um projeto futurístico de Linha 16-Violeta concomitante em paralelo a Linha 15-Prata, após os gestores e planejadores do Metrô chegaram à conclusão lacônica de que a Linha 15-Prata de característica pendular não poderá se expandir além de Jacu Pêssego rumo a Leste sem que aja uma linha para dividir o fluxo.