Linha 3-Vermelha é a que tem mais tempo com problemas; Linha 4 seria a mais estável, segundo dados do governo
Relatório de 2025 mostra que ramal metroviário teve quase 574 horas com problemas, mas ignora descarrilamento na Linha 4 em setembro
Afinal, qual linha metroferroviária de São Paulo tem mais problemas? Até hoje essa informação tem sido imprecisa diante da ausência de dados oficiais, mas um novo relatório do governo do estado busca trazer o quadro de falhas na operação dos 13 ramais existentes.
E, segundo esse compilado, a Linha 3-Vermelha é a que mais acumulou problemas em 2025 até agora. Trata-se de um disponibilidade de pouco menos de 93%, ou seja, do total de horas operacionais, quanto tempo ela passou por falhas ou outros imprevistos.
No caso do ramal operado pelo Metrô, foram 574 horas de interrupções, quase o dobro da Linha 9-Esmeralda, da ViaMobilidade, a 2ª colocada nesse ranking (315 horas de problemas).
Ranking das linhas com maior indisponibilidade em 2025 (Reprodução)
A Linha 8-Diamante, também sob responsabilidade da concessionária, teve até mais tempo de falhas (351 horas) mas operou por mais tempo de janeiro até meados de dezembro.
Na outra ponta da lista aparece a Linha 4-Amarela com 99,93% de disponibilidade, ou seja, apenas durante 4h45 ela esteve fora de serviço.
Os dados, entretanto, ignoram um incidente grave e que fez o ramal operado pela ViaQuatro passar por restrições severas em setembro quando um trem descarrilou perto da estação Vila Sônia.
O serviço ficou afetado por dias enquanto a concessionária trabalhava para recuperar as vias e sistemas. No entanto, para o relatório, a Linha 4-Amarela não teve qualquer problema registrado no mês.
Vale dizer que a fonte de informação usada é o relato das próprias operadoras mediante coleta constante do status das linhas e que “podem ocorrer discrepâncias em relação aos cálculos de disponibilidade oficiais”.
Linha 1-Azul tinha o maior número de incidentes em 2025 (Reprodução)
A situação ilustra a importância em trazer a público dados confiáveis e precisos sobre a disponibilidade do serviço de transporte sobre trilhos, sobretudo porque as novas concessão lançadas pelo governo do estado têm mudado o critério de remuneração.
Em vez de uma tarifa por passageiro embarcado, elas mudaram para justamente a oferta de trens e intervalos. Em outras palavras, se a gestão pública tem dificuldade em registrar essas informações, trata-se de uma situação temerária, onde as operadoras podem fazer o que quiser sem risco de serem penalizadas.
Demais estações da Linha 4-Amarela foi colocado um tótem avisando sobre o PAESE.
