Linha 6-Laranja supera 100 mil passageiros transportados em operação assistida
Número foi alcançado pouco mais de três meses após início da operação assistida, que ainda funciona por apenas cinco horas nos dias úteis
Nesta segunda-feira (19), a Linha Uni, concessionária responsável pela Linha 6-Laranja de metrô em São Paulo, informou em primeira mão ao MetrôCPTM que o ramal superou a marca de 100 mil pessoas transportadas no novo serviço.
O número foi obtido na parte da manhã e leva em conta a quantidade de passageiros que passaram pelas seis estações inauguradas e em funcionamento desde 3 de julho: João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, SESC-Pompeia e Perdizes.
Os dados obtidos anteriormente pelo MetrôCPTM ajudam a dimensionar como essa marca foi alcançada. Os três primeiros períodos de medição somaram 92.757 passageiros até 7 de outubro. Isso significa que cerca de 7,2 mil pessoas utilizaram a Linha 6 nos 12 dias seguintes.
O ritmo atual é bem diferente daquele registrado no início da operação. Como mostrou o MetrôCPTM nesta segunda-feira, o movimento caiu de 42.239 passageiros no primeiro levantamento para 28.623 no segundo e 21.895 entre 7 de setembro e 7 de outubro. A demanda do terceiro mês ficou, portanto, 48% abaixo da registrada inicialmente.
A Linha Uni relacionou a queda ao fim do interesse inicial despertado pela novidade do ramal. A operação assistida, no entanto, continua bastante restrita: ocorre gratuitamente apenas de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h, com dois trens, um em cada via, circulando em baixa velocidade. Também não há ainda uma integração prática com outra linha da rede.
Portas de plataformas instaladas em Itaberaba (Linha Uni)
Brasilândia e Itaberaba devem ser abertas ainda em 2026
Segundo a concessionária, a operação assistida permite realizar testes em condições reais de circulação, ajustes operacionais e serviços complementares antes da ampliação gradual do serviço.
Além disso, a Linha Uni informou que os trabalhos deverão permitir a entrega de mais duas estações até o final do ano, Itaberaba-Hospital Vila Penteado e Brasilândia. O governo chegou a apontar que ambas seriam abertas em outubro.
Quando isso ocorrer, a operação deverá passar por novos ajustes para atender um trecho maior e uma possível elevação da demanda. Atualmente, apenas duas composições circulam durante as cinco horas de serviço. A Linha Uni ainda não informou quantos trens serão utilizados nem quais serão os intervalos após a abertura das duas estações.
Para 2027, a previsão é ampliar a operação da Linha 6-Laranja em direção a São Joaquim, onde haverá integração com a Linha 1-Azul, além da conexão com a Linha 4-Amarela em Higienópolis-Mackenzie.
Antes disso, Água Branca deverá ganhar uma ligação provisória com a estação ferroviária vizinha, melhorando uma das principais limitações da operação atual. O governo prevê que a Linha 11-Coral seja levada ao local em 2027.
Ainda há incerteza sobre o cronograma da estação 14 Bis-Saracura, cujas obras foram afetadas pelos trabalhos arqueológicos realizados após novos achados na área.
Veja nota da Linha Uni
“A Operação Assistida da Linha 6-Laranja, iniciada em julho de 2026, permitiu antecipar em aproximadamente cinco meses a oferta do serviço à população. Desde então, mais de 100 mil passageiros já utilizaram gratuitamente o trecho em funcionamento.
A Operação Assistida é uma etapa técnica de implantação de sistemas, cujo objetivo não é atingir a demanda prevista para a operação plena, mas permitir a utilização gradual e segura da infraestrutura, enquanto são realizados testes em condições reais de circulação, ajustes operacionais e serviços complementares.
Reforçamos, ainda, que a antecipação do serviço representa um benefício concreto para a população, que já pode realizar deslocamentos gratuitos pelo trecho disponível, ao mesmo tempo em que a operação é acompanhada e aperfeiçoada para as próximas etapas de implantação. Seguimos comprometidos com a segurança dos passageiros, a qualidade do serviço e a entrega gradual de uma infraestrutura que contribuirá para a mobilidade urbana de São Paulo.”
