Metrô de SP convoca assembleia para incorporar 43 trens ao capital social e alterar estatuto

Valor apurado por laudo em relação às frotas P, da Linha 5-Lilás, e H, que opera na Linha 3 , será incorporado ao patrimônio da companhia

Fabricada pela CAF, Frota H tem portas mais largas (Márcia Alves/CMSP)
Fabricada pela CAF, Frota H tem portas mais largas (Márcia Alves/CMSP)

O Metrô de São Paulo convocou seus acionistas para uma Assembleia Geral Extraordinária marcada para 9 de dezembro, às 15h, na sede da companhia na Rua Boa Vista. Embora a empresa tenha debêntures emitidas no mercado, a reunião convocada trata exclusivamente de decisões societárias internas, que cabem aos acionistas da S.A. de capital fechado.

O principal item da pauta é a aprovação dos laudos de avaliação elaborados pela empersa Framar Patrimonial. Os documentos calculam o valor contábil remanescente de 26 trens da Frota P, usados na Linha 5 Lilás (operada pela ViaMobilidade), e de 17 trens da Frota H, que circulam na Linha 3 Vermelha. O levantamento também inclui peças de reposição.

Com base nos valores apresentados, o Governo do Estado, acionista majoritário, fará a integralização de um aumento de capital por meio da transferência desses ativos para o capital social. Os demais acionistas terão 30 dias para exercer seu direito de preferência, conforme a legislação.

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O edital também prevê a alteração do artigo 3 do Estatuto Social, que define o capital da companhia, para refletir o novo montante após a operação. Há ainda espaço reservado para “outros assuntos de interesse”.

A incorporação patrimonial segue uma linha adotada em estatais que buscam consolidar investimentos e ajustar seus registros contábeis.

No caso do Metrô, chama a atenção o fato de ambas as frotas terem sido adquiridas nos últimos anos, mas que não haviam sido incorporadas oficialmente em seu patrimônio.