Metrô pagará mais R$ 82 milhões para BYD na Linha 17-Ouro

Novo aditivo eleva contrato para R$ 1,07 bilhão e mantém consórcio responsável por manutenções enquanto Metrô amplia aprendizado sobre os novos sistemas

Operação em carrossel da Linha 17-Ouro
Operação em carrossel da Linha 17-Ouro (Metrô CPTM)

O Metrô de São Paulo acrescentou R$ 82,3 milhões ao contrato com o Consórcio BYD SkyRail São Paulo para manter a empresa responsável por serviços de manutenção da Linha 17-Ouro por um período adicional de até 12 meses.

O 7º termo aditivo do contrato foi assinado em 13 de outubro e elevou seu valor de R$ 988,99 milhões para R$ 1,071 bilhão, considerando a data-base de outubro de 2019. O acréscimo de R$ 82.301.362,43 corresponde à inclusão de um novo pacote denominado “Manutenção Assistida Temporária”.

Durante esse período, o consórcio formado pela BYD do Brasil, BYD Auto Industry e BYD Signal & Communication continuará executando manutenções preventivas, preditivas e corretivas dos trens e sistemas fornecidos para o monotrilho.

O Metrô acompanhará a execução desses serviços como complemento do processo de aprendizado e transferência de conhecimento técnico. O aditivo prevê que a manutenção temporária ocorrerá após o período de manutenção assistida que já fazia parte do contrato.

Receba notícias quentes sobre mobilidade sobre trilhos em seu WhatsApp! Clique no link e siga o Canal do MetrôCPTM.

Dos R$ 82,3 milhões adicionados, R$ 35,39 milhões estão previstos para administração e equipes de manutenção corretiva e preditiva durante 12 meses. Outros R$ 29,97 milhões correspondem à manutenção preventiva do material rodante, além de serviços relacionados aos demais equipamentos e sistemas da Linha 17.

O escopo inclui intervenções periódicas nos trens. A planilha prevê, por exemplo, 1.218 serviços de manutenção do nível L1, realizados a cada quatro dias ou 2 mil quilômetros, e 56 intervenções L2, previstas a cada 90 dias ou 30 mil quilômetros.

Estação Washington Luís da Linha 17-Ouro (CMSP)

Atendimento a falhas durante operação

O aditivo também estabelece prazos para a atuação das equipes diante de problemas ocorridos durante a operação da Linha 17-Ouro.

Uma ocorrência crítica, como trem imobilizado, paralisação total, falha crítica de sinalização, perda do centro de controle ou situação que exija evacuação, prevê mobilização da manutenção em até dez minutos e chegada ao local em até 30 minutos. O restabelecimento provisório deve ocorrer em até uma hora e a solução definitiva em até 24 horas, salvo justificativa técnica aceita pelo Metrô.

Em um segundo nível estão ocorrências que provoquem retirada de trem, supressão parcial do serviço, aumento relevante dos intervalos, indisponibilidade de aparelho de mudança de via ou problemas com portas de plataforma que interfiram na operação. Nesses casos, a previsão é de contenção em até duas horas e solução definitiva em até 48 horas.

Trens da Linha 17-Ouro fabricados pela BYD (iTechdrones)

Contrato vai até 2028

Além da manutenção adicional, o termo assinado neste mês prorrogou os prazos do contrato dos trens e sistemas da Linha 17.

O término da execução dos serviços passou de 28 de abril para 28 de dezembro de 2027, enquanto a vigência contratual, anteriormente prevista para terminar em 29 de setembro de 2027, foi estendida até 29 de maio de 2028.

O contrato com a BYD abrange não apenas o material rodante, mas sistemas como sinalização, controle centralizado, portas de plataforma, alimentação elétrica dos trens, aparelhos de mudança de via, equipamentos de manutenção, sobressalentes e integração dos diferentes sistemas da Linha 17-Ouro.

A Linha 17 está atualmente em operação assistida entre o Aeroporto de Congonhas e a estação Morumbi, onde oferece integração com a Linha 9-Esmeralda. Há também conexão com a Linha 5-Lilás em Campo Belo e um trem fazendo um serviço shuttle entre Washington Luís e Brooklin Paulista.