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Metrô pode retirar trens da Frota E de operação

Únicas composições sem ar-condicionado na empresa, substituição pode ocorrer caso exista viabilidade de alugar 19 novos trens
Trem da Frota E estacionado no Pátio Jabaquara. Composições podem sair de operação | Foto: Renato Lobo - Via Trolebus

Os trens da frota E, atualmente os únicos sem ar-condicionado no Metrô de São Paulo, poderão ser aposentados. A companhia estuda retirar as 11 unidades de circulação caso o processo de leasing, que prevê 19 novos trens, se torne realidade. A declaração foi feita pelo presidente do Metrô, Silvani Alves Pereira, na noite desta terça-feira, 05 de fevereiro, durante encontro com páginas que abordam o setor dos transportes, com a presença deste blog.

Em dezembro de 2018, foi revelado que a operadora estuda a locação financeira de 19 composições. Os trens, segundo o presidente do Metrô, seriam operados nas atuais linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha, sendo que 11 deles substituiriam as unidades da frota E, únicas que ainda não dispõem de ar-condicionado.

Reforma inviável

As composições que correm o risco de serem baixadas foram fabricado pela francesa Alstom entre os anos de 1998 e 1999 para servir a até então projetada extensão do ramal Leste-Oeste, entre Itaquera e Guaianases, projeto que por sua vez foi repassado para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM, que mais tarde se tornou o Expresso Leste da Linha 11-Coral.

O Metrô reformou trens mais antigos, das frotas A, C e D, fabricados entre as décadas de 70 e 80. A repaginação atualizou sistemas, além de dar um upgrade em itens de conforto, como ar refrigerado. Os trabalhos foram iniciados em 2009, e concluídos no ano passado.

A decisão, no entanto, ocorreu em um período em que a compra de novo material rodante era mais custosa. Tempos depois à decisão de reformar os trens, o preço de aquisição de novos comboios se tornou mais em conta, com novos pedidos feitos por diversas operadoras, como a CPTM, SuperVia, CBTU, entre outras.

O cenário pode dar pistas do por que a companhia opta por não reformar as composições da frota E. Hoje o Metrô possui um total de 169 trens, ou seja, apenas 6,5% deles não estão equipados com ar-condicionado, um cenário bem diferente de duas décadas atrás quando todas as composições não possuíam refrigeração.

 

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