Metrô trabalha para abrir as oito estações da Linha 17-Ouro em março

Ramal de monotrilho que conectará o Aeroporto de Congonhas à rede metroferroviária será operado pela própria companhia a partir de abril

Trem da Linha 17-Ouro
Trem da Linha 17-Ouro (Metrô de São Paulo)

A cerca de dois meses da inauguração, a Linha 17-Ouro de monotrilho teve alguns detalhes revelados pelo diretor de engenharia e planejamento Roberto Torres, do Metrô de São Paulo, em entrevista à Rádio Bandeirantes nesta terça-feira, 27.

A bordo de um dos trens da BYD, o Torres revelou que a “operação controlada” será feita por equipes do Metrô e não da ViaMobilidade num primeiro momento. A meta, segundo ele, é abrir as oito estações já nessa estreia, embora tenha condicionado isso à conclusão de sistemas e obras civis nas próximas semanas.

O diretor não quis cravar uma data para a inauguração que, segundo ele, ainda não está definida. Em outra parte da entrevista, Torres afirmou que a entrega deve ocorrer no final de março e a operação iniciada no começo de abril.

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Concebida com um sistema de sinalização de última geração de padrão GoA4 (operação totalmente automática), a Linha 17 irá estrear com a presença de operador no trem. A medida será provisória, à medida que o sistema ganha rodagem e a meta é que a operação UTO (sem condutor) ocorra em breve.

Interior do trem da BYD

Em um momento da entrevista, contudo, Torres sugeriu que a operação pode começar em um ‘trecho reduzido’, mas sem especificar qual seria ele.

Quatro novas estações em vista

O diretor de engenharia, que trabalhou na implantação da Linha 15-Prata, também de monotrilho, citou como diferenças do trem da BYD a suspensão a ar, que evita trepidações e também nivela o piso dos carros com a plataforma, e a existência de baterias para situações de emergência.

De acordo com ele, a autonomia oficial é de 8 km, mas unidades testadas na Linha 17 conseguiram rodar até 13 km com a energia carregada a bordo.

Questionado sobre a expansão do ramal, cujo projeto final tem 17 estações, Torres revelou que o Metrô está trabalhando nisso e que o plano atual é abrir outros trechos em fases. O próximo pode ter quatro estações, mas ele não citou quais serão elas.

Estação Aeroporto de Congonhas atingiu 98% de execução (GESP)

Ao menos duas teriam facilidade para serem construídas, Vila Paulista, ao lado do Pátio Água Espraiada, e Panamby, que já possui a maior parte das vias construída.

A companhia já tem o projeto básico pronto de toda a extensão, porém, deve revisá-lo diante do longo tempo em que foi feito (mais de 13 anos).

Roberto Torres também enfatizou como o panorama da Linha 17 mudou nos últimos três anos. Segundo ele, entre 2012 e 2023, o governo investiu cerca de R$ 1,3 bilhão no projeto e só nos últimos três anos esse total dobrou.