Obras da nova estação Água Branca de trens contarão com acompanhamento de arqueólogos

Finalidade é identificar, catalogar e retirar eventuais itens arqueológicos que possam ser encontrados durante a construção da estação metroferroviária

A velha estação Água Branca da Linha 7 terá de suportar demanda de transferência
A velha estação Água Branca da Linha 7 terá de suportar demanda de transferência (Willian Moreira)

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) emitiu através de portaria divulgada nesta terça-feira, 14, autorização para início dos trabalhos arqueológicos no canteiro de obras da nova estação Água Branca, da TIC Trens, em São Paulo.

Segundo o documento, que possui prazo de 12 meses, duas arqueólogas deverão acompanhar o projeto para implantação da estação, verificando, identificando, catalogando e realizando ações de preservação, caso seja encontrado algum item ou objeto de valor histórico e cultural.

Na prática, isto significa que após doação do terreno da União, e tramites burocráticos entre as esferas Estadual e Federal, as obras de construção da nova Água Branca, devem começar em pouco tempo.

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Processos arqueológicos deste tipo são normais e fazem parte do curso construtivo, especialmente quando ocorre em áreas públicas e ou com a possibilidade de encontro de itens históricos.

A superestação Água Branca (TIC Trens)

De acordo com o projeto, a parada existente será gradualmente demolida, imóveis localizados entre os trilhos das linhas 7-Rubi e 8-Diamante, desapropriados e todo este espaço dará lugar a uma estrutura robusta, para abrigar várias linhas, inclusive a 3-Vermelha do Metrô e Trem Intercidades para Campinas e Sorocaba.

A previsão é que estação esteja pronta, antes do início do TIC Campinas, portanto, até 2031, ou seja, pouco mais de quatro anos, realizando também a conexão definitiva com a Linha 6-Laranja de metrô e transformando Água Branca em uma espécie de hub do transporte público, assim como Luz, Brás e Palmeiras-Barra Funda.