Obras do Trem Intercidades para Campinas ganharão vulto em 2027

Intervenções terão início em maio do ano que vem entre Jundiaí e Campinas enquanto trecho até a capital trará desafios, disse CEO da TIC Trens

Trem Intercidades São Paulo-Campinas
Trem Intercidades São Paulo-Campinas (Imagem gerada por IA)

A concessionária TIC Trens está se preparando como nunca para um grande desafio, o de implantar o primeiro trem de média velocidade do país, entre São Paulo e Campinas.

Embora a inauguração esteja prevista apenas para o primeiro semestre de 2031, a empresa já está avançando em várias frentes para não ter imprevistos pelo caminho.

Entre as ações estão a finalização dos relatórios ambientais solicitados pela Cetesb. A meta é que a licença seja emitida dentro de seis meses, permitindo que a obra possa ocorrer nas frentes pretendidas – a empresa já solicitou uma primeira autorização para o trecho Jundiaí-Campinas, onde também será implantado o Trem Intermetropolitano.

Os primeiros sinais de obras já têm data para surgirem: maio de 2026. É quando a TIC Trens vai começar a trabalhar nas vias hoje desativadas entre Jundiaí e Campinas, que receberão outras três estações – Louveira, Vinhedo e Valinhos.

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Pedro Moro assume presidência da TIC Trens (TIC Trens)

Mas mesmo o trecho crítico, entre Água Branca e Jundiaí, já terá movimentação no ano que vem, previu o CEO da concessionária, Pedro Moro.

As obras pesadas do Trem Intercidades no trecho entre a capital e Jundiaí devem começar em abril de 2027, afirmou o executivo à revista Exame.

Trilhos da Linha 7-Rubi deslocados

Moro reconheceu que a área é a mais crítica já que o trabalho será feito junto com a MRS, concessionária de carga, e terá de encaixar todas as vias no atual espaço.

TIC Trens e MRS terão de reaproveitar leito ferroviário para implantar o Trem Intercidades (Jean Carlos/SP Sobre Trilhos)

Isso exigirá, inclusive, que trilhos da Linha 7 sejam deslocados ligeiramente da atual posição em algumas partes do traçado. Como o ramal de trens metropolitanos não pode parar de operar, as intervenções serão ‘desafiadoras’.

O presidente da concessionária afirmou ainda que equipes da empresa e da MRS já se debruçam na definição de estratégias para implantar a nova configuração.

Moro disse também que a intenção da TIC Trens é refazer tudo que existe de infraestrutura, de ‘brita’ (usada para assentar os trilhos) aos sistemas de sinalização, já que a faixa de domínio é herdada da antiga ferrovia que escoava o café no final do século 19.