Operadora da Linha 19-Celeste pode seguir receita ‘ViaQuatro’
Embora tenha o Metrô como responsável pelas obras, sistemas e trens podem ser alvo de concessão conjunta com a Linha 3-Vermelha
A Linha 19-Celeste, que ligará Guarulhos ao centro de São Paulo, é hoje responsabilidade do Metrô, que lançou todos os estudos e os três lotes de obras civis recentemente leiloados.
A decisão do governo Tarcísio de Freitas de manter o escopo do projeto nas mãos da companhia estadual causou surpresa quando se falava em conceder o novo ramal à iniciativa privada, mas essa hipótese é hoje a mais provável, segundo apurou o site.
A despeito do Metrô ter vários anos à frente do projeto, o cenário mais concreto atualmente é que a Linha 19 seja concedida junto da Linha 3-Vermelha.
Estudos de viabilidade foram contratados recentemente, como revelamos, um indício claro que o repassadas linhas hoje operadas pelo Metrô para concessionárias ainda está nos planos de Tarcísio.
Trem da ViaQuatro (Jean Carlos)
Um formato possível de concessão pode repetir o modelo adotado na Linha 4-Amarela. Lá, a ViaQuatro assumiu o contrato de operação e manutenção condicionado ao investimento em sistemas e trens, entre outros.
Assim como na Linha 19, o Metrô ficou encarregado de entregar as obras civis. A modelagem não se mostrou tão eficiente já que a gestão estadual esbarrou em problemas com empresas contratadas, restrições orçamentárias que dividiram a implantação em duas fases.
O atraso gerou indenizações pesadas em favor da ViaQuatro já que ela deveria ter recebido os novos trechos antes do que de fato ocorreu.
Dados da Linha 19-Celeste (CMSP)
No caso da Linha 19, a ausência de novas licitações relativas a sistemas como sinalização, comunicação, portas de plataforma e material rodante pode indicar que o governo espera pelo fim dos estudos de concessão para decidir se vai incluir essas tarefas como parte do futuro contrato.
O operador privado, portanto, investiria na conclusão da Linha 19 mas já assumindo um dos ramais mais movimentados do sistema – que também certamente exigirá novos investimentos para modernização.
Seja qual o formato a ser escolhido, a decisão deve ficar nas mãos do próximo governo.
