Operadora dorme e VLT fica sem controle em São Francisco (EUA)

Imagens mostram que operadora acionou freio de emergência para evitar acidente

Imagens das câmeras do VLT envolvido no incidente.
Reprodução

Um incidente assustador envolvendo trem do sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, ocorreu em setembro, mas só divulgado agora.

A operadora do veículo dormiu enquanto estava no comando e com isso o VLT seguiu em velocidade elevada por um trecho significativo.

A SFMTA (San Francisco Municipal Transportation Agency) divulgou vídeo das câmeras internas do trem após pedido de acesso à informação, segundo informações da ABC 7 News.

O fato foi registrado na manhã de 24 de setembro na linha North Judah com o trem lotado quando saída do Túnel Sunset.

Receba notícias quentes sobre mobilidade sobre trilhos em seu WhatsApp! Clique no link e siga o Canal do MetrôCPTM.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por @abc7newsbayarea

A operadora cochila e o trem acelera fazendo uma curva em 80 km/h, balançando os carros e derrubando algumas pessoas.

Na sequência a profissional acorda e aciona o freio de emergência, passando da estação e quase batendo em um automóvel. Veja a seguir:

O departamento público abriu uma investigação, afastando a operadora do trem, que teria passado por fadiga. Segundo a investigação, os freios funcionavam normalmente e não foram identificados problemas na via. Não houve feridos, felizmente.

Trem da Linha 4-Amarela, que não possui cabine de comando
Trem da Linha 4-Amarela, que não possui cabine de comando: operação automatizada impede situações como a do VLT dos EUA (Jean Carlos)

O fato chama a atenção para a necessidade de sistemas automatizados no transporte coletivo, que exigem investimentos em segurança, muitas vezes volumosos, o que leva alguns gestores públicos a optar por modais ‘baratos’ como corredores de ônibus.

A critério de comparação, no Metrô de São Paulo, o sistema é automatizado, mas acompanhado in loco pelo operador ou então pelo Centro de Controle Operacional, que pode acionar recursos de emergência.

Além disso, no transporte metroferroviário paulista existe um dispositivo que identifica fadiga ou se caso o operador não estiver acordado, parando o trem.