Pagamento por aproximação responde por 40% das transações no MetrôRio
Sistema de bilhetagem por aproximação, implementado em 2019, impulsiona uso por turistas e registra picos em grandes eventos
O pagamento por aproximação já representa 40% das transações com cartões no MetrôRio, reflexo da adoção crescente da tecnologia por turistas e moradores desde sua implementação, em 2019.
Segundo dados da Visa Consulting & Analytics fornecidos ao jornal O Globo, o sistema de bilhetagem eletrônica por aproximação, pioneiro na América Latina, tem registrado aumento significativo no uso por estrangeiros, especialmente em períodos de grandes eventos culturais e esportivos.
O levantamento indica que turistas americanos lideram as transações internacionais no MetrôRio, seguidos por usuários da Argentina, França, Chile e Alemanha. Juntos, os dez países com maior número de visitantes somam 75% das transações feitas por cartões Visa no sistema metroviário carioca. O método de aproximação pode ser utilizado tanto com cartões físicos quanto por meio de dispositivos móveis como celulares e smartwatches.
Durante eventos de grande porte, como o show de Lady Gaga em Copacabana, houve picos de utilização do pagamento por aproximação. Na ocasião, o evento reuniu cerca de 2,1 milhões de pessoas, segundo a Prefeitura do Rio, com o metrô servindo como principal meio de acesso ao local. Comparações realizadas indicam que o aumento no volume de transações foi similar ao observado no período do Carnaval.
Cartaz do cartão TOP (Jean Carlos)
São Paulo segue fora da tendência mundial
O sistema de bilhetagem eletrônica por aproximação do MetrôRio foi adotado também em outras 25 cidades da América Latina. Segundo a Visa, o modelo carioca tem despertado interesse de turistas, facilitando a mobilidade urbana. O acompanhamento de dados para os anos de 2024 e 2025 deve contribuir para novas análises sobre os padrões de uso e possíveis expansões do serviço.
Em contraste, o sistema metroferroviário de São Paulo, o maior do país, tem deixado a tecnologia em segundo plano. O uso de cartões de transporte como o ‘Bilhete Único’ e o ‘Top’, além do QR Code, dominam nas transações em linhas de metrô e trens metropolitanos.
A Autopass, que administra o serviço, afirma em seu site que o uso de contactless é possível em “algumas estações de Metrô e Trem”. São apenas oito estações em ramais de trens e seis nas linhas de metrô, segundo ela.

O sistema de transportes de São Paulo, em tamanho e qualidade, ganha de lavada do Rio. Mas o Rio por sua vez dá um banho em SP quando o assunto é pagamento. Aceita crédito, débito, pix e dinheiro em todas as máquinas de autovenda, por aplicativo, sem contar que é possível pagar por aproximação em todas as estações. Sem contar que, se em SP você só consegue adquirir Bilhete Único ou TOP em pontos específicos, lá você pode comprar seu cartão em máquinas em qualquer estação. Imagina que útil seria você chegar no terminal Tietê/Barra Funda/Jabaquara e já poder adquirir seu cartão de transporte.
Me lembro bem no começo da abrangência do Bilhete Único que até fora da capital tinha pontos de venda e recarga do mesmo, tipo banquinhas. Mesmo o Terminal Tietê tinha um ponto de emissão e recarga do BU.
O BOM começou com poucos pontos de emissão e recarga, depois abrangendo alguns terminais. Quando migrou para o TOP, restringiu para apenas emissão e envio via correios, um ponto apenas de apoio e as Pernambucanas (que aparentemente acabou a parceria).
É como dizem, São Paulo neste quesito é uma caixa preta total. Deveria ter a possibilidade do BU ser universal na RMSP, e permitir pagamentos diversos. Além de fazer um “banco do transporte público” com transparência para fazer a divisão de verbas.
Lembro que o Bilhete Único parou de ser vendido em qualquer lugar, porque estava tendo fraudes no Bilhete Único, aí restringiram para apenas os terminais de ônibus e a recarga em locais autorizados pela SPtrans.
E São Paulo? Quando? Para estrangeiros é super difícil usar o metrô de São Paulo: o bilhete tem que ser o pago em dinheiro (nas bilheterias, mas que retira dinheiro do caixa hoje em dia) ou com débito (nos totens, mas estrangeiro só usa crédito). Os aplicativos (como o Top) não são disponíveis nos App Stores internacionais. Me cansei imenso achar opções querendo mostrar a cidade aos meus amigos estrangeiros.
Por um tempo existiu o “BU Turista”, mas acho que só era emitido na República. Depois desativaram este serviço, junto com outros como o BU Lazer (hoje desnecessário pq o “Tarifa Zero” compensou nos domingos).
TOP / BOM SEMPRE foram negativos para visitantes fora da RMSP.
Top= tecnologia obsoleta de pagamento.