Presidente da CPTM visita Rio Grande da Serra após previsão de nova estação ficar para 2030
Reforma da atual parada da Linha 10-Turquesa segue indefinida enquanto reconstrução depende de estudos e futura licitação
O presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Michael Soteiro Cerqueira, realizou vistoria técnica na Estação Rio Grande da Serra, na Linha 10-Turquesa, dias após a divulgação de que a nova estrutura prevista para substituir a atual só deverá ser entregue em 2030.
A visita ocorreu na segunda-feira (2) e incluiu reunião com a prefeitura do município, além de inspeção técnica no prédio histórico. Segundo a CPTM, o objetivo foi avaliar as condições estruturais da estação e levantar intervenções consideradas prioritárias para manutenção emergencial e futura reforma.
A estação de Rio Grande da Serra é a segunda mais antiga do estado de São Paulo e é tombada pelo patrimônio histórico, o que limita alterações estruturais de maior porte. A reconstrução de uma nova estação, em local próximo ao atual, é tratada há anos como alternativa para modernizar o atendimento no extremo da Linha 10.
Michael Sotelo, presidente da CPTM (CPTM)
De acordo com o Plano de Negócios 2026 da CPTM, o estudo de alternativas para a nova estação deve ser concluído neste ano, com posterior licitação e assinatura de contrato. Considerando prazo estimado de cerca de três anos para execução das obras após a contratação, a previsão de entrega foi projetada para 2030.
O prefeito de Rio Grande da Serra, Akira Auriani, já havia manifestado expectativa de que a construção pudesse começar no segundo semestre de 2027, após a conclusão dos estudos e a formalização do contrato.
Estação Rio Grande da Serra no futuro (MRS)
Enquanto isso, a situação da reforma da estação atual permanece em aberto. A CPTM fala em manutenção emergencial e avaliação técnica, mas não há cronograma detalhado de obras divulgado. O cenário ganha complexidade diante da perspectiva de concessão da Linha 10-Turquesa à iniciativa privada ainda neste ano, o que pode transferir à futura operadora a responsabilidade por parte dos investimentos.
