Primeiro leilão de obras da Linha 19-Celeste ocorre na manhã desta segunda-feira, 22
Sessão licitatória abre disputa para construção de cinco estações do Lote 01, com inclusão de um tatuzão
A primeira sessão de licitação das obras civis da Linha 19-Celeste do Metrô de São Paulo ocorre às 10h desta segunda-feira, 22, dando início ao processo de contratação das empresas responsáveis pela construção do novo ramal subterrâneo.
O certame abrange o Lote 01, que contempla cinco estações entre Jardim Julieta e Bosque Maia, incluindo Bosque Maia, Guarulhos-Centro, Vila Augusta, Dutra e Itapegica.
O vencedor deverá encomendar um dos três tatuzões previstos para a escavação dos túneis, tecnologia fundamental para a travessia sob áreas densamente urbanizadas e rios como Tietê, Tamanduateí e Cabuçu de Cima.
Recuros para adiamento negado
A Linha 19-Celeste será a primeira ligação metroviária direta entre o centro de São Paulo e a região central de Guarulhos, com extensão de 17,6 km e 15 estações. O projeto está orçado em R$ 20 bilhões, dividido em três lotes, e a expectativa é de atender cerca de 630 mil passageiros diariamente, segundo estimativas oficiais.
O planejamento das obras prevê desafios técnicos, incluindo escavações sob rios e solos sedimentares, além de intervenções em áreas com riscos geológicos e próximas a estruturas históricas. A desapropriação de imóveis segue em andamento, com previsão de R$ 400 milhões destinados a esta etapa em 2025.
Tatuzão do tipo Slurry (CREG)
O cronograma divulgado pelo governo estadual indica que os contratos com as construtoras devem ser firmados entre o final de 2025 e o início de 2026. O início efetivo das obras está previsto para 2027, com conclusão estimada para 2033. Após a entrega da linha, a operação deverá será concedida à iniciativa privada.
Se não houver nenhuma medida judicial de última hora, o leilão eletrônico deve promover uma grande disputa entre grupos interessados nos três lotes – os demais ocorrerão na terça-feira e na quarta-feira).
A expectativa é que consórcios participem da concorrência com integrantes nacionais e estrangeiros. O escopo, no entanto, motivou algumas construtoras a tentar barrar a licitação e mudar o edital, mas o Metrô negou recursos.
