Primeiro trem chinês do Metrô de Belo Horizonte chega a Minas Gerais

Composição fabricada pela CRRC passa por desembaraço em Juiz de Fora antes de seguir para testes na capital

Comboio com o primeiro trem chinês do Metrô de Belo Horizonte
Comboio com o primeiro trem chinês do Metrô de Belo Horizonte (Seinfra)

O primeiro dos novos trens adquiridos para o Metrô de Belo Horizonte já está em Minas Gerais. A composição, fabricada na China, chegou ao porto seco de Juiz de Fora, na Zona da Mata, onde passa pelos procedimentos de desembaraço aduaneiro antes de ser transportada para Belo Horizonte.

Após a chegada à capital, o trem deverá passar por etapas de preparação, montagem final e testes operacionais, que antecedem a liberação para o transporte de passageiros.

A aquisição dos novos trens faz parte do contrato de concessão do metrô, acompanhado pelo governo estadual por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias. Segundo o cronograma apresentado pela concessionária Metrô BH, a compra das 24 composições previstas em contrato foi antecipada em cerca de dois anos, com investimento estimado em R$ 700 milhões.

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O primeiro trem do Metrô de Belo Horizonte fabricado pela CRRC (Metrô BH)

A expectativa é que dez trens estejam em operação até o fim deste ano, sendo quatro até julho e outros seis até dezembro, condicionados à conclusão do comissionamento e das certificações de segurança exigidas.

Enquanto o primeiro trem segue em processo de liberação no Brasil, a produção das demais unidades continua na China. As novas composições serão destinadas às linhas 1 e 2 do sistema metroviário de Belo Horizonte. O embarque do primeiro trem ocorreu em outubro de 2025, com chegada ao Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro, em janeiro de 2026, antes do deslocamento para Minas Gerais.

Os trens são produzidos pela Changchun Railway Vehicles, subsidiária da CRRC Corporation Limited. As composições incorporam sistemas como ar-condicionado, câmeras de monitoramento, comunicação direta com o condutor e painéis eletrônicos de informação ao passageiro.

Também contam com recursos operacionais como telemetria embarcada, recuperação de energia durante a frenagem e sistema de operação automática de trens, o ATO, responsável por automatizar aceleração, frenagem e abertura e fechamento de portas.