Projeto de VLT em Campinas entra em fase decisiva com contratação de estudos para concessão
BID coordena seleção de consultorias para definir traçado, demanda e modelo de PPP do sistema sobre trilhos na região metropolitana
O projeto de implantação de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Região Metropolitana de Campinas avançou para uma etapa central de sua estruturação. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) iniciou o processo de seleção de empresas e consórcios que ficarão responsáveis pela elaboração dos estudos que vão definir a viabilidade técnica, econômica e jurídica do sistema, base para uma futura concessão à iniciativa privada.
A contratação ocorrerá por meio de um procedimento internacional de manifestação de interesse, no qual o BID avalia a experiência e a capacidade técnica das consultorias interessadas. O trabalho a ser desenvolvido não se limita a estudos preliminares, mas envolve a construção completa do projeto, desde a definição do traçado e da demanda até a modelagem do contrato de parceria público-privada.
Os estudos deverão analisar alternativas de implantação do VLT em escala metropolitana, considerando diferentes cenários de demanda, integração com outros sistemas de transporte e impactos urbanos. Também fazem parte do escopo as avaliações econômico-financeiras, a estimativa de investimentos, a definição de mecanismos de remuneração da concessionária e a repartição de riscos entre poder público e operador privado.
Alternativas de traçado do VLT Campinas (GESP)
De acordo com os dados preliminares do projeto, o VLT de Campinas poderá ter cerca de 44 km de extensão, com um eixo principal ligando o centro da cidade ao Aeroporto Internacional de Viracopos. O tempo de viagem estimado nesse trajeto é de aproximadamente 30 minutos. Há ainda a proposta de uma segunda linha, conectando Campinas à região de Hortolândia, ampliando o alcance do sistema na região metropolitana.
O investimento estimado para a implantação do VLT é da ordem de R$ 4,5 bilhões. O sistema deve contar com cerca de 18 estações, distribuídas ao longo dos corredores analisados nos estudos. A definição final do número de linhas, do traçado exato e da localização das estações dependerá dos resultados técnicos da consultoria a ser contratada.
Além dos estudos de engenharia e demanda, o trabalho inclui análises fundiárias, ambientais e sociais, bem como a preparação dos documentos que irão embasar o edital e o contrato de concessão. O cronograma também prevê etapas de consulta pública e interação com o mercado, antes da publicação do edital definitivo.
Apesar do avanço na estruturação, o empreendimento ainda se encontra em fase de estudos, sem decisões finais tomadas sobre o modelo operacional ou sobre o início das obras. A previsão atual indica que o edital poderá ser lançado após a conclusão dessa etapa, com leilão e assinatura do contrato previstos até o fim de 2028.
