Rio prepara primeira frota de ônibus elétricos em larga escala com 175 veículos
BNDES aprovou R$ 329 milhões para compra dos veículos, enquanto cidade ainda depende de ônibus a combustão em sua operação regular
O Rio de Janeiro deverá dar seu primeiro passo em larga escala na eletrificação da frota municipal de ônibus. O BNDES aprovou um financiamento de R$ 329 milhões para a compra de 175 veículos elétricos que serão incorporados ao sistema da capital fluminense.
O número ainda é pequeno quando comparado a São Paulo, que colocou 500 ônibus elétricos em circulação de uma só vez em junho e atualmente possui 1.759 veículos elétricos, incluindo 1.570 movidos a bateria e 189 trólebus.
Para o Rio, porém, a contratação significa uma mudança maior. A cidade ainda não possui uma frota elétrica regular em escala significativa e realizou neste ano testes com diferentes modelos de ônibus a bateria no serviço Conexão BRT. O planejamento municipal prevê o início da operação comercial desse tipo de veículo em 2027.
Os R$ 329 milhões serão financiados pelo BNDES com recursos do Fundo Clima e destinados à aquisição dos ônibus. O projeto completo está estimado em R$ 509 milhões e será implantado por meio de uma parceria público-privada.
Além dos veículos, o contrato prevê infraestrutura de recarga e uma garagem específica para a frota elétrica. A instalação será implantada no Complexo da Maré e concentrará estacionamento, recarga e manutenção dos ônibus.
Ônibus elétrico do Rio (BNDES)
175 elétricos serão parcela pequena da frota do Rio
Embora relevante para a eletrificação, o lote continuará representando uma fração da operação de ônibus da cidade. A Prefeitura do Rio conduz paralelamente uma ampla reformulação do sistema convencional, com a substituição de milhares de veículos por meio do Sistema RIO.
Somente a segunda etapa desse processo previa inicialmente mais de 1.400 ônibus novos. Na licitação realizada em agosto, os lotes adjudicados para áreas da Zona Oeste elevarão a frota atendida de 654 para 1.006 veículos.
Esses ônibus não precisam ser elétricos. O padrão definido pelo município permite diferentes tecnologias de propulsão e estabelece requisitos ambientais para a renovação da frota.
A contratação dos 175 elétricos segue, portanto, por um modelo separado. A futura concessionária ficará responsável pelos veículos e pela estrutura necessária para mantê-los em operação durante o período da PPP.
O projeto prevê investimento de R$ 141,2 milhões pela concessionária e R$ 38,8 milhões pelo município, além dos R$ 329 milhões financiados pelo BNDES. Os primeiros ônibus são esperados em 2027.
