Serviço 710 pode retornar a partir de 2030, diz Artesp

Agência de transportes do estado condiciona volta da operação integrada entre as linhas 7-Rubi e 10-Turquesa ao novo sistema de sinalização ETCS

Estação Brás Comunicação visual Serviço 710
Linha 7-Rubi na Estação Brás (Jean Carlos)

Na última quinta-feira, 28, o Serviço 710, operação unificada das linhas 7-Rubi e 10-Turquesa pela CPTM foi encerrada.

O término deste atendimento se deve a nova etapa que antecede a assunção da TIC Trens de toda a Linha 7, programada para 26 de novembro deste ano.

Receba notícias quentes sobre mobilidade sobre trilhos em seu WhatsApp! Clique no link e siga o Canal do MetrôCPTM.

Agora os passageiros destas duas linhas precisam realizar a troca de trem na estação Palmeiras-Barra Funda para seguir viagem em ambos os sentidos, o que deve ser mantido de agora em diante.

O fim do 710 foi uma decisão do governo do estado uma vez que a liderança definiu conceder as linhas 7 e 10 para a iniciativa privada em separado.

A Linha 7-Rubi teve o leilão vencido pela TIC Trens, empresa do Grupo Comporte, e a Linha 10-Turquesa tem previsão de ir a leilão em dezembro deste ano, junto com a futura Linha 14-Ônix.

Plataforma da Linha 10-Turquesa (Willian Moreira)

Como no contrato de concessão, a nova gestora não pode atuar além do trecho de Palmeiras-Barra Funda a Jundiaí, foi necessário separar o serviço criado no ano de 2021, durando portanto, pouco mais de quatro anos.

O Serviço 710 retornará?

Segundo disse ao G1 André Isper, diretor da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (ARTESP), a resposta é sim, o Serviço 710 pode voltar no futuro, por volta de 2030.

Essa estimativa depende de alguns fatores previstos no contrato da Linha 7 e na futura concessão da Linha 10, onde o sistema de sinalização ETCS (European Train Control System), seja implantado e permitirá a chamada interoperabilidade de trens, ou seja que as vias possam ser compartilhadas por mais de um serviço.

A parte técnica é um obstáculo, mas não o único. Para que seja possível um único trem trafegar por trechos de concessões diferentes será preciso adequar os contratos e encontrar uma forma de dividir receitas, custos e infraestrutura.