Tarcísio descarta conceder linhas do Metrô de São Paulo para a iniciativa privada

Afirmação representa uma mudança de rota, levando em conta os projetos atualmente publicados de concessão de ativos públicos no setor de trilhos

Trem do Metrô de São Paulo (Jean Carlos)
Trem do Metrô de São Paulo (Jean Carlos)

Após ser colocado na mira de concessões do Governo de São Paulo, o Metrô pode ter saído deste alvo, com Tarcísio de Freitas sinalizando essa mudança de ideia sobre as linhas metroviárias estatais.

De acordo com ele, em entrevista para o Programa Pânico na Jovem Pan, nesta segunda-feira, 1º, não há ao menos neste momento, intenções de conceder para a iniciativa privada as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata.

Embora não tenha destacado um motivo em específico, a falta de novas empresas ou grupos dispostos a investir e operar essas linhas, e um risco de terminar com apenas dois grupos operando o sistema metroferroviário, o que poderia se tornar um “problema” no futuro.

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“Um ponto de risco que a gente tem que ter é evitar a concentração de mercado em poucas empresas. Eu tenho hoje a Motiva e tenho o pessoal da Comporte. Se eu fizesse um leilão, quem viria para cá? Eu tenho a chance de trazer um novo operador, trazer um estrangeiro ou não? Estamos com a preocupação de concentrar o mercado em poucos operadores e isso acabar sendo um problema”, explicou o governador.

Ao explicar o contexto de sua fala, Tarcísio primeiro elogiou os profissionais do Metrô, quanto a sua experiência profissional e de engenharia, enfatizando um “bom trabalho” executado.

Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, durante coletiva no Metrô de São Paulo. (MetrôCPTM)

“Eu tenho visto o metrô investindo bastante [nas linhas e projetos]. O Metrô tem uma equipe extremamente profissional, tem a melhor equipe de engenheiros ferroviários do Brasil, não tenha dúvida disso. O Metrô é muito competente, muito profissional e [estão] realizando um bom trabalho”

Logo em seguida, o governador menciona não estar com o pensamento de conceder para a iniciativa privada as linhas geridas pela estatal metroviária.

“Por hora a gente não pensa mais em fazer concessão mais das linhas do Metrô”, completou Tarcísio.

Atualmente, as quatro linhas estatais do Metrô, são as mais movimentadas, levando em conta as linhas 1, 2 e 3, sendo pioneiras do serviço, representado uma circulação diária superior a 3 milhões de passageiros.