Tatuzão da Linha 2-Verde terá trecho sob córrego antes de chegar à estação Guilherme Giorgi

Escavação de cerca de 800 metros inclui passagem pelo VSE Júlio Colaço e pode levar aproximadamente três meses

Tuneladora Cora Coralina já dentro da estação Aricanduva
Tuneladora Cora Coralina já dentro da estação Aricanduva (Reprodução)

Após alcançar a futura estação Aricanduva no dia 13 de abril, fato revelado em primeira mão pelo site, a tuneladora “Cora Coralina” entra agora em uma etapa mais delicada da expansão da Linha 2-Verde, na zona leste de São Paulo.

O próximo segmento a ser escavado tem pouco mais de 800 metros e inclui a passagem pelo poço de ventilação e saída de emergência (VSE) Júlio Colaço antes de seguir em direção à estação Guilherme Giorgi. No trajeto, o tatuzão também terá de cruzar sob o Córrego Aricanduva, a cerca de 10 metros do leito.

Para viabilizar essa travessia, o Metrô realizou previamente tratamentos de solo e implantou estruturas de drenagem, além de manter monitoramento constante de redes existentes, como tubulações e um gasoduto. A escavação desse trecho pode levar cerca de três meses, considerando o ritmo médio do equipamento.

Caminho da tuneladora Cora Coralina de Aricanduva até Guilherme Giorgi (Arte sobre Google Earth)

Como a retomada dos trabalhos está prevista para maio, a chegada à estação Guilherme Giorgi pode ocorrer por volta de agosto, em uma estimativa conservadora do site.

Depois de Guilherme Giorgi, a tuneladora ainda seguirá em direção à estação Santa Isabel e, posteriormente, ao Complexo Rapadura, onde encerrará sua escavação neste trecho da expansão.

Com método de construção diferente, Aricanduva já começa a ganhar forma

A estação Aricanduva é a única do novo trecho construída pelo método de poços secantes, com seis frentes simultâneas e profundidade entre 25 e 30 metros.

Segundo o Metrô, o empreendimento atingiu 55% de execução considerando projeto executivo, obras civis e sistemas, com 43% das estruturas de concreto já concluídas. A estação terá cerca de 19,5 mil m² de área construída e demanda estimada de mais de 25 mil passageiros por dia.

Uma das escadas fixas da estação Aricanduva (Reprodução)

O projeto prevê 18 escadas rolantes e cinco elevadores, além de integração futura com o BRT da Avenida Aricanduva. Durante as obras, já foram utilizados aproximadamente 35 mil m³ de concreto e 8 mil toneladas de aço.

Imagens recentes mostram que escadas fixas já começaram a ser instaladas no interior da estação, indicando avanço na execução das estruturas internas.