Destaques VLT da Baixada Santista

VLT de Santos abre novas estações e amplia funcionamento

Sistema de transporte da Baixada Santista já operava em fase de testes e em horário reduzido
O VLT parado na estação Washington Luiz
O VLT parado na estação Washington Luiz

Único do gênero em operação no Estado de São Paulo, o VLT da Baixada Santista passa a funcionar neste dia 1º de fevereiro em horário ampliado e com 14 das 15 estações da primeira fase. O governador Geraldo Alckmin esteve em Santos nesta terça-feira (31) para inaugurar o trecho inicial do sistema.

Planejado desde o final da década passada, o VLT teve as obras iniciadas apenas em 2012 e os primeiros veículos começaram a realizar testes com passageiros em abril de 2015. Desde então, a operação tem sido expandida aos poucos mas sempre em horário reduzido – com isso apenas 6 mil pessoas utilizam o sistema por dia.

Agora, com 11,5 km de extensão em operação, três estações novas (Ana Costa, Washington Luis e Conselheiro Nébias) e mais oito trens a expectativa é que a linha transporte 25 mil pessoas/dia, ainda distante da previsão final de 220 mil usuários. A partir desta quarta (1º) o VLT funciona de 7h às 19h e em abril ele passará a operar entre 5h30 e 23h30. O intervalo médio entre composições será de 10 minutos.

Traçado do VLT da Baixada Santista

Em fevereiro a 15ª e última estação da primeira fase (Conselheiro Nébias) será entregue, completando o projeto original. A linha também recebeu 10 máquinas de autoatendimento para compra de bilhetes.

O VLT da Baixada liga a região de Barreiros, em São Vicente, ao porto de Santos. Ao contrário do VLT do Rio, que ficou conhecido durante os Jogos Olímpicos, o trem santista tem alimentação elétrica aérea e circula em áreas delimitadas (embora acessíveis aos pedestres). Outra diferença significativa entre eles está no sistema de cobrança: enquanto o sistema carioca possui cobrança dentro dos trens (como na Europa em que ao passageiro basta apenas registrar sua entrada), o VLT paulista possui estações semelhante às do BRT, com bloqueios externos.

Existem projetos para que ele seja ampliado em direção ao Ferry Boat que liga a cidade ao Guarujá, além de trechos ao norte e a oeste da região. Não há previsão de quando eles serão construídos.

 

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About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

Um comentário

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  • A cidade está recebendo um excelente meio de transporte público, eficiente, e que proporciona viagens muito mais confortáveis do que o modal rodoviário, constituído por um corredor estruturador dos transportes coletivos intermunicipais, e assim se desenvolve em quase todo o seu trajeto.
    Entretanto, o traçado aprovado para o VLT em direção ao Centro de Santos, a partir da Av. Afonso Pena, descaracteriza esse corredor estruturador de transporte, por efetuar o trajeto de ida e volta ao centro por caminhos distintos, em vias férreas que não se comunicam, diferentemente do previsto para os demais trechos, e com 8 (oito) km de extensão, traçado esse jamais visto em outra cidade do mundo em sistemas sobre trilhos.
    O traçado aprovado sujeitará o sistema de transporte à interrupção do serviço, em caso de falha de um VLT, ou em caso de qualquer outra ocorrência sobre a via, que impeça a circulação dos VLTs em seus 8 (oito) km de percurso, uma vez que não oferece alternativa para se desviar do local obstruído.
    Diferentemente do previsto no trecho Barreiros – Porto, em que há 7 (sete) regiões de desvios ao longo de seus 11 (onze) km de extensão, o traçado aprovado não permitirá, portanto, a operação temporária em via singela para ultrapassar eventuais pontos de obstrução, operação essa comumente utilizada em qualquer sistema de transporte de passageiros sobre trilhos.

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