Em 6 de outubro passado, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) e o secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, participaram de um evento em um dos canteiros de obras da Linha 6-Laranja para marcar a retomada oficial das obras do ramal de metrô. No entanto, passado um mês desde a cerimônia, pouca coisa tem ocorrido nos canteiros da linha, que ligará Brasilâdia, na zona norte, a estação São Joaquim, na zona central.

Um artigo do portal UOL desta segunda-feira, 9, mostra que boa parte dos terrenos onde ficarão as futuras estações e poços de serviços continuam abandonados, com lixo e entulho e sem segurança na maioria deles. A reportagem procurou a concessionária espanhola Acciona, responsável pela obra, que informou já ter contratado 250 funcionários e que, durante todo o período de obra, que deve ser de 5 anos, 9 mil empregados devem atuar nas obras.

A Acciona, no entanto, revelou que o início das escavações está marcado apenas para 2021. “[A obra] será concluída em cinco anos, sem entregas parciais. A equipe contratada já realiza gradualmente o trabalho de limpeza dos canteiros que estavam abandonados”, disse ao UOL. A informação foi confirmada por Baldy, que prevê que as frentes de trabalho estarão presentes nos canteiros a partir de março.

Numa imagem publicada no Linkedin, é possível ver que o poço da futura estação Freguesia do Ó estava coberto de vegetação após anos parado. A Move São Paulo, antiga concessionária, chegou a instalar uma cobertura no local, mas ela não recebeu manutenção nos últimos tempos.

Apesar disso, tanto a parceira privada quanto o governo negam que haverá atrasos. A Acciona disse ainda que a obra será entregue toda de uma vez e não em partes como o governo estadual havia cogitado anteriormente. Segundo o contrato de concessão, é permitida a entrega do trecho entre Brasilândia e a estação Água Branca, onde fará conexão com as linhas 7-Rubi e 8-Diamante, da CPTM, antes.

Quando pronta, a Linha 6-Laranja, conhecida como a “Linha das Universidades”, ligará a Brasilândia a São Joaquim, terá 15 estações e 15,9 km de extensão. A demanda prevista é de 630 mil passageiros por dia e, além das conexões já citadas em Água Branca, haverá ligação com a Linha 4-Amarela na estação Higienópolis-Mackenzie e na lLinha 1-Azul, na estação São Joaquim, ambas do Metrô.

Ficará a cargo da Acciona, além da construção, a operação da mesma. Estão previstos 23 trens na operação da linha e que serão fabricados pela francesa Alstom (leia aqui).