Aditivo acrescenta R$ 27,4 milhões às obras da Linha 17-Ouro

Contrato da Agis chega a R$ 697,4 milhões e inclui novos serviços nas vigas-guia, rede de esgoto e intervenções em estruturas já construídas

Pátio Água Espraiada
Pátio Água Espraiada (iTechdrones)

O Metrô de São Paulo acrescentou R$ 27,4 milhões ao contrato responsável pela conclusão de parte das obras civis da Linha 17-Ouro, monotrilho que está em implantação entre o Aeroporto de Congonhas e a estação Morumbi, da Linha 9-Esmeralda. O quinto aditivo firmado com o Agis Consórcio Linha 17 – Ouro Obras Civis também incorporou novos serviços necessários para finalizar estruturas que estavam paralisadas ou incompletas.

Com a alteração, o valor do contrato passou de R$ 670 milhões para R$ 697,4 milhões, considerando a data-base de agosto de 2019. O escopo da Agis inclui obras remanescentes das estações Aeroporto de Congonhas, Brooklin Paulista, Washington Luís, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro e Chucri Zaidan, além do Pátio Água Espraiada e de intervenções complementares.

A planilha atualizada pelo aditivo revela 23 novos preços, que juntos correspondem a cerca de R$ 16,2 milhões. A maior parcela está relacionada às vigas-guia do monotrilho: R$ 12,7 milhões foram incluídos para 110,88 toneladas de dispositivos metálicos para juntas dessas estruturas no Pátio Água Espraiada.

As vigas-guia exercem simultaneamente a função de sustentação e pista de rolamento dos trens da Linha 17. O documento contratual, no entanto, não detalha o motivo técnico que tornou necessária a inclusão dos novos dispositivos nem permite concluir que eles sejam resultado de algum problema nas estruturas existentes.

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Estação Morumbi da Linha 17-Ouro (GESP)

Reparos em estruturas já executadas

A nova planilha também expõe uma série de intervenções menores em estruturas metálicas existentes. Entre elas estão retoques de pintura de fundo e acabamento, substituição e reaperto de parafusos, verificação de torque, instalação de chumbadores químicos, conclusão de escadas marinheiro, grauteamento e reparos em concreto.

Somente os retoques em estruturas metálicas somam cerca de R$ 790 mil, incluindo aproximadamente R$ 308 mil para tratamento de 695,8 m² e outros R$ 483 mil para 3.525,8 m².

Um serviço bastante específico prevê ainda a limpeza de 1.500 m² de estruturas metálicas devido à presença de sujeira provocada por pombos, ao custo de aproximadamente R$ 80 mil. Também foram acrescentadas peças de acabamento dos domos das estações, incluindo chapas de galvalume utilizadas em rufos.

Outra inclusão de maior valor não está diretamente relacionada às estruturas do monotrilho. O aditivo prevê R$ 1,88 milhão para a execução de 294 metros de uma rede coletora de esgoto com tubos de concreto armado de 400 mm de diâmetro, utilizando método não destrutivo.

Trens da Linha 17-Ouro fabricados pela BYD (iTechdrones)

A soma dos novos preços, entretanto, não corresponde à totalidade dos R$ 27,4 milhões acrescentados ao contrato. Os aproximadamente R$ 11,2 milhões restantes decorrem de alterações nos quantitativos de serviços que já faziam parte da contratação. A documentação do quinto aditivo apresenta a nova planilha consolidada, mas não permite identificar isoladamente essas diferenças sem uma comparação com a versão anterior.

Mudança na medição das despesas

O aditivo também modificou a forma como o Metrô pagará algumas despesas relacionadas à manutenção da estrutura necessária para a execução das obras.

A operação, manutenção, limpeza e vigilância do canteiro representa R$ 19,6 milhões na planilha, enquanto a administração local soma R$ 84,9 milhões. Juntos, os dois itens correspondem a mais de R$ 104 milhões do contrato.

Para o saldo existente após a medição de março de 2026, metade das despesas de operação e manutenção do canteiro será medida em parcelas mensais fixas e a outra metade ficará vinculada ao avanço físico das obras. Na administração local, a divisão será de 40% em parcelas fixas e 60% conforme o avanço físico.

A Agis é uma das contratadas pelo Metrô para retomar e concluir a Linha 17 que permaneceu durante anos em diferentes estágios de execução. A implantação do monotrilho passou por sucessivas paralisações, rescisões contratuais e novas licitações desde o início das obras, em 2012.

O ramal foi aberto em março deste ano com sete estações e ganha a oitava em junho. A operação permanece em modo assistido mas há previsão de ampliação do serviço a partir de outubro.

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