BNDES firma contrato com BH para reestruturar sistema de ônibus e estudar nova concessão

Parceria prevê modelagem do transporte municipal e inclui projetos de BRT, enquanto propostas sobre trilhos aparecem apenas como referência de estudo nacional

Ônibus de Belo Horizonte
Ônibus de Belo Horizonte (PBH/Ascom)

O BNDES e a Prefeitura de Belo Horizonte assinaram nesta terça-feira, 5, um contrato para estruturar um novo modelo para o transporte público por ônibus na capital mineira, com foco na futura concessão do sistema municipal.

A iniciativa envolve a avaliação completa da rede atual, incluindo linhas e terminais, e pode resultar em uma concessão comum ou parceria público-privada. O trabalho também deve propor mudanças na governança do transporte coletivo, com integração ao sistema metropolitano.

O projeto ganha relevância porque o contrato vigente de ônibus na cidade termina em 2028, o que levou a administração municipal a buscar apoio técnico para desenhar um novo modelo. Entre os objetivos estão a racionalização das linhas, integração tarifária e medidas de descarbonização da frota.

Como parte da parceria, a prefeitura também anunciou a compra de 100 ônibus elétricos ainda neste ano, com financiamento do banco, antecipando diretrizes que devem fazer parte do novo sistema.

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O escopo inclui ainda a análise de viabilidade de novos corredores estruturais, incluindo três eixos selecionados pelo município: BRT Amazonas, BRT Anel Rodoviário e BRS Pedro II. Esses projetos somam cerca de 31 km e têm investimentos estimados em aproximadamente R$ 2 bilhões.

Novo trem do Metrô de Belo Horizonte (GEMG)

Embora o anúncio mencione metrô e VLT, esses projetos não fazem parte direta do contrato firmado. As referências surgem a partir do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (EMNU), elaborado pelo próprio BNDES, que mapeia necessidades de investimento em diversas regiões do país.

No caso da Região Metropolitana de Belo Horizonte, o estudo aponta propostas de expansão metroviária e implantação de VLTs, mas essas iniciativas dependem de decisões e articulações entre diferentes esferas de governo e concessionárias, não estando sob responsabilidade direta do banco neste acordo específico.

O EMNU estima que a Grande BH demandaria R$ 35,6 bilhões em investimentos em mobilidade, incluindo cerca de R$ 18,7 bilhões em projetos de metrô e R$ 11,4 bilhões em sistemas de VLT, além de expansões de corredores de ônibus.