O Metrô esperar iniciar o funcionamento das portas de plataformas de cinco estações da Linha 5-Lilás até o fim de março, afirmou a companhia em nota ao site nesta quarta-feira (06). A Bombardier, responsável pelo serviço, concluiu a montagem das fachadas da estação Largo Treze, a última do trecho subterrâneo do ramal. “O Metrô deve terminar o comissionamento (testes e protocolos de segurança) até o final do primeiro trimestre para que a ViaMobilidade inicie o funcionamento”, explicou a empresa.

Durante 2020, a companhia alterou a estratégia de instalação das PSDs, como também são chamadas. Até então, o Metrô iniciava os trabalhos em sequência, liberando as fachadas em intervalos de alguns meses. Para tentar acelerar o serviço, a Bombardier e suas subcontratadas passaram a atuar em quase todas as estações pendentes, com isso hoje as paradas Alto da Boa Vista, Moema, Campo Belo, Chácara Klabin, além de Largo Treze, estão em testes de funcionamento.

No entanto, nenhuma delas acabou liberada no ano passado, apesar de que em alguns casos, como Alto da Boa Vista, o comissionamento já durar vários meses. A última estação a contar com o equipamento em funcionamento foi Borba Gato, no início de 2020. Outras seis estações já operam as PSDs: Adolfo Pinheiro, Brooklin, Santa Cruz, AACD-Servidor, Hospital São Paulo e Eucaliptos.

Problemas com subcontratada

O projeto de instalação das PSDs na Linha 5 é um dos vários problemas apresentados pelo contrato com a Bombardier. A empresa canadense, que acabou tendo sua divisão ferroviária vendida para a Alstom, também ficou encarregada de implantar o sistema de sinalização CBTC no ramal, que até então usava o ATC. Mas os testes foram demorados e apenas em 2017 a Linha Lilás passou a usar o CBTC.

Sete das 17 estações têm portas de plataforma operacionais  (CMSP)

Já as portas de plataforma têm apresentado um atraso ainda maior. A primeira estação a contar com o equipamento foi Adolfo Pinheiro, em 2014, mas ele funcionou de forma adaptada por vários anos. Em 2017, na inauguração de três estações do novo trecho (Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin), apenas a última teve as estruturas montadas mas não concluídas.

Segundo relatos da época, a Bombardier teve problemas com uma empresa subcontratada, que teria falido. Apenas quando já estava com algumas fachadas funcionando, a empresa colocou outra equipe para executar as estações restantes.

Agora o foco do Metrô é concluir durante 2021 a instalação das portas de plataforma nas estações do trecho elevado, aberto em 2002. De acordo com a companhia, “até o fim do ano devem entrar em funcionamento as portas em outras cinco estações: Capão Redondo, Campo Limpo, Vila das Belezas, Giovanni Gronchi e Santo Amaro”.