A depender da Secretaria dos Transportes Metropolitanos, as obras de expansão do Metrô e da CPTM não serão interrompidos durante a quarentena iniciada na semana passada por conta da pandemia do coronavírus. Em declaração à radio Jovem Pan, o secretário da pasta, Alexandre Baldy, garantiu que elas serão mantidas: “É um sentimento que o cidadão precisa ter, as obras precisam ser continuadas.  Então afastamos as pessoas que pertencem ao grupo de risco e recomendamos evitar aglomeração de pessoas nos canteiros de obras”.

Essas obras envolvem um número grande de funcionários e por seu caráter emergencial e mesmo social, afinal uma possível parada pode desencadear muitas demissões, são extremamente delicadas e estratégicas.

Existem atualmente sete frentes de trabalho na rede metroferroviária paulista, entre projetos sendo iniciados, na reta final ou parcialmente em obras. Até fevereiro, essas obras seguiam dentro do cronograma, com exceção de dois contratos da Linha 17-Ouro, que estão suspensos por recursos de empresas derrotadas nas licitações. Confira um panorama geral a seguir:

Linha 2-Verde – Extensão até Penha

O novo trecho de 8 km de extensão que levará a Linha 2 da estação Vila Prudente até a Penha já tem canteiros sendo montados e as primeiras investigações do subsolo sendo feitas. Os trabalhos devem ganhar ritmo nos próximos meses, mas o prolongamento da pandemia pode acabar afetando a obra, orçada em mais de R$ 5 bilhões. O prazo de entrega do governo é 2025 para o trecho até Vila Formosa, e 2026 até Penha.

Linha 4-Amarela – Estação Vila Sônia

A última estação da segunda fase está em pleno avanço, conforme o site conferiu em imagens recentes, da terça-feira, 24. O prédio principal de Vila Sônia está sendo concretado assim como as últimas lajes subterrâneas dos mezaninos. O acabamento dos túneis também já está sendo realizado assim como do terminal de ônibus anexo. A previsão é que o trecho de 1,5 km fique pronto até o final do ano, com entrega no início de 2021.

Linha 7-Rubi – Estação Francisco Morato

Outra estação que já está num estágio bastante adiantado. Plataformas, elevadores e escadas rolantes estavam sendo instaladas nas últimas semans, assim como a cobertura metálica principal. A CPTM planeja entregar a nova estação no segundo semestre deste ano.

Estação Jardim Colonial (GESP)

Linha 9-Esmeralda – Trecho entre Grajaú e Varginha e estação João Dias

A extensão de 4,5 km tem passado por vários percalços, sobretudo financeiros, que pareciam resolvidos antes da crise do coronavírus. Agora, com os embates entre o governo federal e estadual, teme-se por algum problema futuro nos repasses de verbas, o que já aconteceu anteriormente. A estação mais adiantada, Mendes-Vila Natal, deverá ficar pronta em 2021 se não houver imprevistos.

Já a futura estação João Dias, uma doação da iniciativa privada, começou a ter os primeiros sinais do início da obra, que será realizada pela empresa Tegra. O acesso da estação já recebeu tapumes, como mostrou o site ViaTrolebus recentemente e em breve devem ocorrer movimentos na via da Linha 9.

Linha 15-Prata – Estação Jardim Colonial

O Metrô tem conseguido tirar do papel a 11ª estação do monotrilho em uma velocidade bastante grande. O corpo principal de Jardim Colonial já conta com suas colunas e deve começar a ter as lajes concretadas em breve. Além disso, o consórcio responsável constroi uma nova subestação de energia, Iguatemi. A previsão é que ela seja inaugurada no ano que vem.

Linha 17-Ouro

Como explicado no início do texto, dois contratos vitais para que o ramal de 7,7 km fique pronto estão parados. As obras civis remanescentes estão com a licitação suspensa pela Justiça após a Coesa Engenharia entrar com recurso na 2ª instância da Justiça para impedir a Constran de assumir o projeto. O processo ainda aguardava julgamento no final de março.

O outro projeto, de sistemas, ainda está na fase de recursos administrativos, quando o próprio Metrô julga se houve alguma irregularidade no certame. Assim como nas obras, os consórcios derrotados tentam desclassificar a vencedora, a chinesa BYD. Sem que essas duas frentes voltem ao trabalho não é possível prever quando o ramal será entregue.

Enquanto isso, a estação Morumbi, fruto de um contrato separado com a Camargo Correa, segue avançando e deve ficar pronta em julho deste ano.

Estação Morumbi da Linha 17, único trecho dentro do cronograma (CC)

 

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