Após pedido do governador João Doria, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos determinou a reabertura dos bicicletários nas estações do Metrô e da CPTM. Eles estavam fechados após o início da “operação monitorada”, implantada pela pasta após a redução no número de passageiros e funcionários.

No entanto, a bicicleta tem sido uma alternativa de transporte de baixo risco de contaminação pelo coronavírus e ao fechar bicicletários, passageiros teriam que utilizar outros modais. O governo também autorizou que os ciclistas possam utilizar os trens da CPTM e Metrô das 10 às 16 horas e a partir da 20h30 até a meia-noite – nos fins de semana, o acesso é livre em qualquer horário.

Na quinta-feira, durante coletiva,  Doria afirmou que iria orientar o secretário Alexandre Baldy para que mantivesse os bicicletários abertos  “exatamente pessoas como essas que eu acabo de me referir, que fazem entregas de produtos e medicamentos, em algum momento elas estarão retornando pra suas casas, não necessariamente de bicicletas, poderão usar o metrô e utilizar a bicicleta pra trabalhar e fazer as suas entregas”.

Durante a semana, o movimento de passageiros no Metrô despencou 83% enquanto a CPTM circulou com um volume 78% menor do que normal. Para se ter uma ideia da queda no número de viagens, algo como 3,7 milhões de usuários deixaram de circular diariamente no Metrô, aproximadamente.

Para manter o serviço funcionando, as duas companhias deslocaram funcionários administrativos para as estações e reduziram em até 35% a circulação de trens.

Ciclista na Linha 9-Esmeralda da CPTM (CPTM)