Conhecemos o novo trem da Linha 7 do Metrô de Santiago do Chile

Frota está sendo produzida pela Alstom em Taubaté e começará testes ainda em 2026; operação está prevista para o fim de 2028

Trem da Linha 7 do Chile
Trem da Linha 7 do Chile (Willian Moreira)

A Alstom apresentou nesta terça-feira (20), na fábrica de Taubaté (SP), o primeiro trem da futura Linha 7 do Metrô de Santiago do Chile, que ligará os bairros de Renca e Vitacura, na capital chilena. A unidade brasileira é responsável pela produção da frota destinada ao novo ramal.

O contrato prevê a fabricação de 37 trens, além de um acordo de manutenção com duração de 20 anos. A Linha 7 será a terceira da rede de Santiago a operar com sistema de sinalização CBTC em nível máximo de automação (GoA4), sem condutor a bordo.

Cada trem é composto por cinco carros, com 102 metros de comprimento e 2,9 metros de largura, operando em bitola internacional (1.435 mm). A alimentação elétrica é feita por catenária, em 1.500 V, com três pantógrafos instalados nos carros centrais.

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Portas de vidro são diferencial (Willian Moreira)

Os trens contam com oito portas por carro, quatro de cada lado, com abertura para fora e ciclo completo de abertura em cerca de três segundos. As portas são amplamente transparentes, permitindo visão quase total entre o interior e o exterior. Há ainda saída de emergência frontal, recurso semelhante ao adotado em trens da Linha 4-Amarela operada pela ViaQuatro.

O interior oferece 184 assentos por composição, piso com acabamento emborrachado e áreas com superfície antiderrapante nas rampas de saída de emergência. Cada carro dispõe de quatro tomadas USB-C, totalizando 20 pontos por trem. O sistema de climatização é integral e há painéis digitais de informação ao passageiro distribuídos ao longo dos carros, mas apenas em um dos lados de cada par de porta.

Em termos de segurança, os trens são equipados com oito câmeras de vigilância por carro, intercomunicadores, sistema de detecção de incêndio, sensores de descarrilamento e materiais com resistência ao fogo por até 30 minutos, além de extintores distribuídos pela composição.

Saída de emergência frontal do trem da Linha 7 (Willian Moreira)

Segundo informações do Metrô de Santiago, cerca de 40% da energia consumida pelos trens poderá ser recuperada por meio do sistema de regeneração elétrica durante frenagens.

Após a apresentação, o primeiro trem iniciará a fase de testes dinâmicos na própria unidade da Alstom em Taubaté. A previsão é que a composição seja enviada ao Chile no segundo semestre de 2026, dando início à etapa de testes no sistema local. A entrada em operação comercial da Linha 7 está prevista para o final de 2028.

Representantes do Metrô de Santiago e da Alstom (Willian Moreira)