CPTM testa Árvore Líquida para monitorar qualidade do ar em duas estações até fevereiro
Equipamento deve capturar CO₂ com microalgas e fornecer dados em tempo real; biomassa será aproveitada como biofertilizante
A CPTM iniciou em 10 de dezembro a Prova de Conceito da Árvore Líquida (Life Tree) nas estações São Caetano do Sul e Tamanduateí, com previsão de funcionamento até 1º de fevereiro. O projeto busca monitorar a qualidade do ar e a eficiência na absorção de CO₂ por meio de solução biotecnológica.
A instalação faz parte de uma estratégia para testar tecnologias sustentáveis em ambientes de transporte público. O equipamento utiliza microalgas associadas a energia renovável para capturar gases e fornecer indicadores ambientais em tempo real.
As unidades implantadas serão monitoradas mensalmente, com acompanhamento dos níveis de CO₂ absorvidos e da evolução da biomassa gerada. O material resultante terá destinação como biofertilizante.
O projeto integra o novo programa de inovação e tecnologia da CPTM e atende a demandas crescentes por soluções ambientais no setor ferroviário, diz a empresa.
A CPTM também publicou recentemente um Relatório de Emissões de Gases de Efeito Estufa, detalhando as ações em curso para reduzir impactos ambientais. O conjunto de medidas busca aprimorar o desempenho ambiental da rede.
O monitoramento e o reaproveitamento da biomassa devem fornecer subsídios para avaliar o potencial da tecnologia em outras áreas operacionais.
