Deputado questiona governo sobre desapropriação da Linha 20-Rosa em shopping em Santo André

Parlamentar cobrou esclarecimentos da Secretaria de Parcerias em Investimentos a respeito de impacto da obra no ABC

Shopping Itambé em Santo André pode ser afetado pelas obras da Linha 20-Rosa.
Reprodução Google Maps

Com o avanço nos estudos da futura Linha 20-Rosa do Metrô que ligará o ABC Paulista à Capital, a possibilidade da desapropriação de imóveis e terrenos gera dúvidas em comunidades locais diretamente afetadas.

Mas esse temor vai além de pessoas e atinge até mesmo grandes empresas. É o demonstrou o deputado estadual Rogério Santos (MDB) ao protocolar nesta terça-feira, 16, o Requerimento 407 pedindo informações para o secretário de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini, a respeito do uso de espaços para o ramal na cidade de Santo André.

Segundo o parlamentar, o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) elaborado pelo Consórcio GPO, Geocompany e Geotec, destaca o uso do terreno onde atualmente está instalado o Shopping Boulevard Itambé, perto da estação de trem da Linha 10-Turquesa e terminal de ônibus.

Receba notícias quentes sobre mobilidade sobre trilhos em seu WhatsApp! Clique no link e siga o Canal do MetrôCPTM.

Como neste local atuam dezenas de comerciantes, gerando empregos, o deputado solicita maiores informações sobre as eventuais obras no espaço.

Dados da Linha 20-Rosa (GESP)

O deputado destaca ser necessário maior transparência no projeto, para mitigar (diminuir) os impactos da construção da Linha 20 na região e assegurar a preservação das atividades comerciais e empregos locais.

Entre os oito questionamentos enviados para a Secretaria de Parcerias, são abordados aspectos como o cronograma detalhado das obras da Linha 20, planos de compensações financeiras aos comerciantes prejudicados e se existem canais de comunicação entre Poder Público e sociedade civil para mais detalhes dos trabalhos.

Vale lembrar que a Linha 20-Rosa está neste momento sob responsabilidade do Metrô de São Paulo, que realizar os principais estudos para viabilizá-la. A SPI, por sua vez, deverá assumir as rédeas do empreendimento a partir do momento em que será desenhada a licitação de concessão à iniciativa privada, ainda sem data conhecida.